- janela
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- maré
- A amplitude típica deste troço fica entre os vinte e os quarenta centímetros: não abre passagens nem as fecha. No Mediterrâneo a maré não é o dado que decide o dia, e mais vale saber isso antes de andar à procura de tabelas. Não esperes pela maré certa: espera pelo mar certo. O melhor momento é aquele em que o mar está liso, não o que está escrito na tabela.
- abrigo
- Um cabo nunca está abrigado dos dois lados ao mesmo tempo: há a face que apanha e a que fica a sotavento, e o dia decide-se por qual das duas olha para a ondulação do momento. A costa em frente à marca olha para sudoeste, cerca de 246°, por isso tudo o que chega desse sector entra sem obstáculos. O abrigo verifica-se na água e não na carta: os primeiros cinquenta metros já dizem como será o resto. Um troço abrigado não é um troço seguro: só muda qual o risco que tens à frente.
- condições
- O fundo desce logo: a isóbata dos 10 m corre a cerca de 170 m da costa e a dos 20 m a 190 m. O bom dia aqui não é feito pela profundidade mas pela água: se se vê, trabalha-se mesmo a cinco metros. Se a água piorar enquanto estás fora, volta para terra e não ao longo da costa. O vento de terra limpa, o de mar turva: vale aqui como em toda a costa.
- perigo
- O sinal à superfície é obrigatório: bóia com bandeira vermelha de faixa diagonal branca, visível a 300 m, e não se pode afastar mais de 50 m da sua vertical. Num cabo o risco não é a profundidade mas a onda que dobra a esquina sem avisar. Um dia que se deixa nunca é um erro. A cãibra chega no pior momento: sai antes de precisares.
- acesso
- O acesso num cabo é quase sempre a pé sobre a rocha: curto mas incómodo, com pedra solta até à própria água. A marca fica a cerca de 40 m da linha de costa: a água útil começa praticamente junto à borda. Não deixes o equipamento onde a onda o possa levar. O último troço para terra, 40 m, faz-se sempre com menos ar do que se pensava.
Cabo rochoso baixo, lajes e posidónia; sargo e dourada, o cabo quebra a ondulação de Poente.
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