- janela
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- maré
- O regime é micromareal: o nível de Noli-Varigotti mexe-se menos de meio metro mesmo em maré viva. As tabelas de maré aqui servem mais para explicar uma corrente local do que para escolher a hora. Se a corrente for mais rápida do que o teu passo tranquilo, já é demasiada. A direcção da corrente muda com o vento das últimas horas.
- abrigo
- A costa em frente à marca olha para nordeste, cerca de 34°, por isso tudo o que chega desse sector entra sem obstáculos. A ponta corta o mar em duas vertentes; com a mesma previsão uma funciona e a outra não, e qual delas é vê-se de cima antes de descer. Se a onda começar a trabalhar dentro dos 610 m da faixa costeira, a sessão acabou. O vento local pode rodar à tarde: o que de manhã estava a sotavento a meio do dia já não está.
- condições
- A faixa útil fica entre os 680 m dos dez metros e os 810 m dos vinte: é nessa banda que se trabalha. Em Noli-Varigotti a visibilidade constrói-se nos dias sem ondulação, não nas horas sem vento. Mais vale duas horas na água certa do que seis na errada. A foz mais próxima é a primeira coisa a olhar depois da chuva.
- perigo
- As redes de emalhar sinalizadas deixam-se em paz: prender-se numa rede em apneia é a coisa mais perigosa do dia inteiro. As séries grandes chegam a uma ponta aberta quando o resto da costa ainda está calmo. Verifica o equipamento antes, não dentro de água. A hipotermia trabalha devagar: sente-se à saída, não durante.
- acesso
- Numa ponta entra-se pelo flanco de sotavento, nunca pela ponta exposta. A marca está afastada da costa cerca de 150 m: aqui o acesso começa com uma travessia. Em Noli-Varigotti muitos acessos passam por propriedade privada: se estiver sinalizado, procura outro. Quem entra primeiro conta aos outros o que encontrou.
Falésia calcária a pique debaixo de água, paredes e rochas; dentão, sargo-alcorraz, corvina.
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