- janela
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- maré
- A maré sente-se mais nos canais estreitos do que à frente da costa aberta. O regime é micromareal: o nível de Sestri Levante mexe-se menos de meio metro mesmo em maré viva. Com a costa a 10 m da marca, a corrente ao longo da costa conta mais do que qualquer tabela. Se a corrente te afastar para lá dos 360 m da linha dos dez metros, regressa já para terra.
- abrigo
- Numa enseada só conta o que entra pela boca: se a boca olha para o mar do dia, lá dentro não há abrigo que aguente. A costa aqui corre S–N e abre para oeste: é isso que decide qual previsão olhar. Nesta costa a temporal de ontem pesa mais do que a previsão de hoje. Com vento de oeste a reforçar a janela fecha depressa: planeia o regresso com margem.
- condições
- Com 100 m alcançados a cerca de 4300 m da costa, o limite do dia é dado pelo ar e não pela distância. O fundo desce com calma, sem degraus: a profundidade ganha-se com a distância, 610 m para chegar aos vinte. Depois de três dias de calma a água de Sestri Levante é outra água. A subida vê-se antes da descida.
- perigo
- Numa enseada o risco é a falsa calma: de dentro não se vê que lá fora o mar cresceu. O limite diário é de 5 kg por pessoa e o capturado não se vende. Tem presentes os 10 m que te separam da costa quando decidires a última descida. Mais vale voltar de mãos vazias do que não voltar a horas.
- acesso
- Com a costa a 10 m e os cinco metros a 280 m, a faixa a atravessar é curta. Na enseada entra-se normalmente pela costa baixa do fundo da baía, onde a água está mais calma. Se não te sentires capaz de refazer os 360 m desde os dez metros, não te afastes mais. Em Sestri Levante o regresso planeia-se pela ondulação da tarde, não pela da manhã.
Rochas entre o molhe e esporões; sargos e douradas até ~2 kg, aberta a S/SE (Siroco).
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