Fontes:IPMA · boias · Copernicus · Sentinel-2 — confiança alta · dados 14:25
Fontes e confiança
Fontes
IPMA · boias NDBC e IH · Copernicus Marine · Sentinel-2
Método
motor de estado do mar spearo: consenso de 6 modelos + clareza por satélite (ZSD) + viés medido nas boias
Atualização
Relido a cada hora, por costa
Compilado pelo motor de estado do mar da spearo · Como funciona →
O veredicto sai de sete fatores da água e de bloqueios de segurança — não de dez separadores. Ir ou ficar.
Como calculamos esta nota
O nosso próprio modelo
Motor de previsão próprio — não é um widget de terceiros. Pesa estes fatores da água num único veredicto de ir ou ficar para esta costa; o mostrador de 0 a 10 é esse veredicto, mostrado como número.
01
Ondulação e memória da onda
Altura, período e direção da ondulação, mais o rasto das tempestades recentes — um temporal passado ainda turva a água, e o motor lembra-se.
02
Vento e rajadas
Velocidade e rajadas hora a hora — a velocidade do vento e o vento de mar picam a superfície e cortam a visibilidade.
03
Fase da maré
Hora e amplitude da maré, calibradas por costa — marés vivas fortes puxam o veredicto para a cautela.
04
Temperatura da água
Temperatura à superfície — água demasiado fria veta o veredicto verde.
05
Correntes e escoamento
Direção e deriva da corrente — arrasta-te e também empurra a água turva costeira para onde mergulhas.
06
Chuva e clareza do ar
A chuva turva a água junto à costa com o escoamento de terra, e o nevoeiro corta a visibilidade à superfície.
07
Forma da costa e exposição
Como a costa se abre à ondulação — uma enseada abrigada mantém a água limpa; um cabo exposto de frente leva penalização.
Bloqueios de segurança
Previsão de trovoada — vermelho imediato, sem exceções.
Aviso oficial (MeteoAlarm / IPMA) — amarelo, ou vermelho nos níveis mais altos.
Falta de dados de entrada — um possível verde é travado em amarelo em vez de exagerado.
Forte discordância entre os modelos de previsão — um dia verde é puxado para amarelo.
Horas de noite — onde a caça submarina noturna é proibida por lei a janela é vermelha à força; onde é legal (Austrália fora de NSW, Nova Zelândia, África do Sul) fica travada em amarelo, nunca verde.
Tudo se resume a uma nota de 0 a 10 e um veredicto: ir ou ficar.
É uma previsão, não uma garantia — o mar decide por último.
Onde entrar e onde procurar peixe
Pontos de entrada com coordenadas
Relevo do fundo — zonas promissoras
Este veredicto — no bolso. Abre a app e vê a janela da semana.
aponte a câmara
0 m
Superfície
Vento, ondulação e as janelas de swell — quando ir e as melhores horas.
spearo.app
sem dadosatualizado 14:25
Tarifa — a solo, dos rochedos
NÃO IR
não ir · vaga de vento acentuada — superfície irregular, cuidado na entrada
onda 0.8 m de frentevento 19, rajadas 41 km/hrebentação a bater nas rochasvisibilidade ~3 m
O que falta? Diz-nos o que gostarias de ver — novos pontos, espécies, dados ou funcionalidades. Lemos tudo.
A melhor janela — contigo. Previsão no bolso.
aponte a câmara
−10 m
A coluna de água
Visibilidade e o que a manda — clareamento pós-temporal, pluma do rio, temperatura e a termoclina.
O que é
Instrumento marítimo go / no-go para a caça a solo.
O spearo.app reúne vento, onda, período da ondulação, visibilidade, marés, temperatura da água e risco num só veredicto — ir ao ponto ou não. Calcula 7 dias à frente a partir de modelos marítimos abertos (Open-Meteo, IPMA), sem registo nem contas. Feito para a caça submarina a solo dos rochedos, onde qualquer erro custa caro.
Já disponível: 1391 locais em 205 zonas de costa — Portugal continental, Madeira e Açores.
Relevo e tipo de fundo, marés e as profundidades de cada local.
Na rocha
A previsão é o plano. A decisão é na rocha.
Os modelos definem a janela. Mas entrar ou não vê-se só à beira de água: conta as séries, observa a rebentação na entrada. Na dúvida, não entras.
Pontos de entrada
Por onde entrar dos rochedos.
Entradas reconhecidas, coloridas pelo dia de hoje. A cor é o estado do mar no ponto, não uma garantia: a rebentação e a entrada escorregadia decides no local.
A enseada está virada de forma a aquecer cedo e o sol entra depressa na água, por isso a manhã é o seu momento. É no verão e início do outono que está melhor; no inverno o poente fecha-a semanas inteiras. De noite é proibido em toda a Espanha: entras com luz e sais com luz.
maré
Aqui a maré também não é grande, cerca de metro e meio em águas vivas porque o Estreito a trava, mas muda o tamanho da enseada. Na baixa-mar o areal alarga e assomam as costelas de pedra dos bordos, escorregadias de algas. Entrar pode ser a qualquer hora de maré, pisando com cuidado.
abrigo
A Cala Arena fica metida atrás do ombro do Cabo de Gracia, e é esse cabeço que a salva: com levante de E-NE o ar passa por cima e dentro da enseada a água fica um espelho. Já o poente de W-SW dobra e entra pela boca, e aí a beira transforma-se numa máquina de lavar.
condições
O chão da enseada é areia com costelas de rocha nos lados, por isso a claridade perde-se depressa assim que algo rebenta na beira. Em troca, em dias de levante costuma ser a água mais limpa deste troço, porque o cabeço lhe corta a ondulação. Procura as costelas de pedra e deixa a areia do meio.
perigo
É uma enseada isolada: não há nadador-salvador, não há ninguém por perto e a cobertura de telemóvel falha em troços, por isso nunca venhas sozinho. A pista de acesso pode estar cortada conforme a época. Estás dentro do Parque Natural del Estrecho, confirma o zonamento, e lembra que a noite é proibida em toda a Espanha.
acesso
Chega-se pela pista que sai da estrada entre Bolonia e Atlanterra: deixa-se o carro em cima e desce-se pelo trilho no meio do mato, uns minutos a pé. Entra-se diretamente pela areia da enseada, sem saltos nem escalada. A saída é essa mesma areia; com ondulação não tentes os lados de pedra.
Enseada rochosa em direção a Zahara; fundos mistos, semi-abrigada do levante (E).
Aqui manda o relógio da maré mais do que o do sol: procura-se a paragem de corrente, de preferência em marés mortas e logo de manhã, antes de o vento entrar. De noite é proibido em toda a Espanha, por isso a saída vai do nascer ao pôr do sol. Vê também o horário dos ferries antes de planear.
maré
A amplitude de maré aqui é pequena, cerca de metro e meio em águas vivas, porque o Estreito a trava. Mas a corrente de maré do Estreito é que é a sério: inverte com a fase, pode correr mais do que tu nadas e forma redemoinhos em frente à ponta da ilha. Entra na mudança e conta com deriva.
abrigo
O istmo que liga a vila à ilha de Tarifa parte o mar em dois: com levante de E fica liso o lado de Los Lances, a oeste, e com poente de W acalma o lado da Playa Chica, a leste. Trocas de face conforme o vento, mas com qualquer um deles forte a ponta da ilha não se trabalha.
condições
Com poente fraco depois de uns dias de calma a água pode surpreender: a própria corrente do Estreito traz água limpa de fora. Já o levante duro põe tudo verde e turvo em poucas horas, e aí nem vale a pena descer o carro. Trabalha-se melhor na face de sotavento.
perigo
Este sítio é só para gente com experiência: o Estreito é uma das passagens com mais tráfego mercante do mundo e dali saem os ferries para Tânger, por isso no canal não tens nada a fazer. A Isla de las Palomas é zona militar com acesso restrito. Boia obrigatória e corrente que não avisa.
acesso
Entra-se pela areia, por Los Lances ou pela Playa Chica conforme o vento, estacionando na vila ou nos acessos da praia. Ao istmo e à ilha não se sobe: o acesso é restrito. É um nado longo até à rocha, por isso sai sempre pela mesma praia e não procures pedra com mar de fundo.
Rochedo junto à ilha de Tarifa; fundos de rocha, correntes fortes do Estreito, para avançados.
Vai cedo: em Tarifa o vento levanta a meio da manhã e o que às oito era um espelho ao meio-dia já é mar picado. A janela boa vai do nascer do sol ao meio-dia, e de noite é proibido em toda a Espanha. Os melhores meses vão do fim do verão a outubro.
maré
O Estreito amortece a maré: em Tarifa a amplitude é de metro e meio escasso em águas vivas, pouco para o Atlântico. O que manda aqui é a corrente de maré, que varre a ponta e te arrasta para Bolonia ou para fora conforme a fase. Planeia a deriva antes de entrar.
abrigo
A ponta de Camarinal, com a sua torre de vigia, fecha Bolonia a oeste e olha para sudoeste: o poente de W-SW, sobretudo por volta dos 260 graus, entra a direito e rebenta sobre as lajes. Com levante de E-NE o ar desce da Sierra de la Plata e a água junto à ponta fica lisa, ainda que com rajadas duras.
condições
Em condições normais veem-se vários metros sobre a rocha quando o mar leva dois ou três dias liso. O que mata a visibilidade aqui é a areia de Bolonia: qualquer rebentação de oeste mete-a entre as pedras e a água fica verde. Com levante duro turva em poucas horas.
perigo
Corrente sobre a ponta, vento que roda para terra e te afasta, e tráfego de embarcações: a boia é obrigatória e não podes afastar-te mais de 25 m dela. Estás dentro do Parque Natural del Estrecho, por isso confirma o zonamento antes de entrar. O limite andaluz é 5 kg de peso vivo ou 4 kg eviscerados por licença e dia.
acesso
Chega-se pela pista de terra desde o extremo oeste de Bolonia ou pelo lado de Atlanterra; estaciona-se em cima e desce-se a pé pelo mato. Entra pelas bolsas de areia entre as lajes, nunca a saltar da rocha da ponta. E sai por onde entraste: com ondulação a ponta não perdoa.
Rochedo de Punta Camarinal junto a Bolonia; veris de rocha, sargo e robalo, exposto ao poente (W-SW).
A baía é capital do kite e do wing e à tarde está cheia de velas e de cabos, e é por isso que convém estar dentro ao amanhecer e fora antes do meio-dia. No verão o térmico entra cedo e revolve tudo. De noite é proibido em toda a Espanha, por isso a janela é a primeira luz.
maré
A maré nesta parte do Estreito é modesta, na ordem de metro e meio em águas vivas, mas nota-se muito porque o fundo é muito suave. Na baixa-mar ficam a descoberto as lajes ao pé de Punta Paloma e entra-se a pé sem problema; na preia-mar nada-se desde a areia. A corrente corre paralela à praia.
abrigo
A enseada de Valdevaqueros abre-se a sudoeste e o poente de W-SW mete mar até à beira, sem nada que o trave. O levante de E desce por cima da grande duna de Punta Paloma e deixa a água junto à praia como um prato, embora atravesse a baía em rajadas. O abrigo a sério fica ao pé do morro de Paloma.
condições
Aqui é quase tudo areia, por isso qualquer mar de fundo transforma a baía em leite e são precisos dois ou três dias lisos para assentar. As manchas de rocha ao pé do morro aguentam melhor a visibilidade do que o meio do areal. Se há ondinha a rebentar na beira, mais vale guardar a arma.
perigo
O risco principal não é o fundo mas as pessoas e o vento: kitesurfistas com linhas compridas a cruzar a água e um levante que sopra de terra e te leva para fora sem dares por isso. Boia visível e nunca a mais de 25 m dela. Licença andaluza a partir dos 14 anos, limite de 5 kg vivos ou 4 kg eviscerados e declaração de saúde em vez de seguro de RC.
acesso
Estaciona-se nos acessos de Valdevaqueros ou no de Punta Paloma e caminha-se pela areia da duna até ao pé do morro. A entrada é cómoda: anda-se por areia e começa-se a nadar onde arranca a pedra. Com ondulação não saias pelas lajes do morro, volta à praia mesmo que sejam cem metros a mais.
Rochedo entre areais; entrada fácil, exposto ao poente, cuidado com o vento.
A SOLO é o maior risco: debaixo de água pode perder-se a consciência por falta de oxigénio, em silêncio e fatalmente, sem ninguém por perto. A solo nunca é verdadeiramente «seguro». Abaixo ficam as melhores janelas pelo tempo; leva a boia, avisa alguém do plano e da hora de saída, e qualquer dúvida — não vás.
Um olhar de manhã — e sabes se vais.
aponte a câmara
≈
Subida
Câmaras, mapa e referência — à mão quando sobes.
Câmaras ao vivo, mapa e referência
Câmaras · em direto
Vê o mar agora mesmo.
Vê a câmara ANTES de sair. Espuma, água castanha/esverdeada turva ou ondas a lavar as rochas de entrada = não ir. À noite/com nevoeiro a câmara é inútil — assume «desconhecido», NÃO «verde».
Tamanhos mínimos por caladero (na tabela abaixo). A época depende da espécie e do local.
Na época agora
robalo
Dicentrarchus labrax · Golfo de Cádiz · RD 560/1995 Anexo I
dourada
Sparus aurata · Golfo de Cádiz · RD 560/1995 Anexo I
salema
Sarpa salpa · Golfo de Cádiz · RD 560/1995 Anexo I
⚠️ NÃO comer cabeça/vísceras (ictiossarcotoxismo).
boga-do-mar
Boops boops · Golfo de Cádiz · RD 560/1995 Anexo I
choupa
Spondyliosoma cantharus · Golfo de Cádiz · RD 560/1995 Anexo I
tainha
Mugil / Chelon spp. · Golfo de Cádiz · RD 560/1995 Anexo I
pargo-legítimo
Pagrus pagrus · Golfo de Cádiz · RD 560/1995 Anexo I
salmonete
Mullus surmuletus · Golfo de Cádiz · RD 560/1995 Anexo I
polvo
Octopus vulgaris · Golfo de Cádiz · 1 kg
Talla por PESO: mín. 1 kg (RD 560/1995, todos los anexos). No coger hembras con huevos.
congro / safio
Conger conger · Golfo de Cádiz · RD 560/1995 Anexo I
juliana / badejo
Pollachius pollachius · Golfo de Cádiz · veda 1 jan–30 abr
Talla operativa 42 cm; máx. 2 ejemplares/día (medida recreativa anual de la UE, Reg. 2025/202). ⚠️ Atlântico: VEDA recreativa 1 jan–30 abr (captura-e-solta).
Lei
✓Licença de pesca submarina obrigatória; é a COMUNIDADE AUTÓNOMA que a emite (não o Estado) e vale nas águas exteriores de todo o litoral. Só em apneia — escafandro/scuba proibido (, art. 3).
✓As capturas da caça submarina não podem ser vendidas nem comercializadas — é pesca não comercial ().
✓Noite proibida: caça submarina só de dia (do ocaso ao nascer do sol é proibido) — , art. 16.d.
✓Boia de sinalização OBRIGATÓRIA: marca a tua posição com uma boia bem visível e não te afastes mais de 25 m dela — , art. 15.
✓Proibido ter a espingarda (arpão) carregada fora de água — , art. 16.a.
✓Mantém-te a pelo menos 300 m das embarcações de pesca profissional a faenar — , art. 12.b.
✓O diploma estatal (, art. 16) proíbe ao caçador submarino: espingarda carregada fora de água; pontas explosivas/eléctricas e focos (lanterna de mão permitida); veículos subaquáticos; noite — do ocaso ao orto. Mais o art. 12 b), d), e): 300 m de embarcações profissionais, atrair com luz, venenos/explosivos. A proibição numa reserva, porto ou praia concretos vem do SEU próprio acto (portaria da reserva, regras da comunidade autónoma, autoridade portuária) — vê as zonas no mapa e as regras da tua comunidade.
✓Tamanhos mín. por ( + + UE 2019/1241): robalo 42 cm (rec.) / 36 cm / 25 cm Mediterrâneo / 22 cm Canárias; dourada 20 cm e sargo 23 cm no Mediterrâneo (UE 2019/1241); mero 45 cm. Vê a ficha de espécies da tua zona.
✓Só podem capturar-se as espécies do do ; proibido reter, desembarcar ou transportar exemplares abaixo do tamanho.
Protocolo de segurança
Sets: observa as séries de ondas ≥15 min antes de entrar; Hmax ≈ 2×Hs, a rebentação pode espraiar-se 50 m além da linha de espuma. Um lull >10 min com período >12 s = um set grande «em atraso», NÃO entres; entra logo após passar um set completo e reavalia ao minuto 30.
Saída PRIMEIRO: identifica a saída E uma alternativa antes de entrar. Numa costa rochosa/de blocos um aumento de 0,5 m na ondulação pode tornar a saída impossível — ficar encurralado/sem saída é o principal assassino.
Corrente de cabo: em pontas salientes há muitas vezes uma corrente de retorno topográfica permanente, independentemente do modelo — localiza-a, entra/sai pelo lado a barlavento e nunca nades contra.
Frio: fato pela SST do chip; o primeiro arrepio = pico metabólico e queda da apneia → sai ao primeiro arrepio persistente. Limita a sessão a 45–60 min abaixo de 15 °C.
Disciplina a solo: boia içada; avisa alguém do local e da hora de saída; apneia conservadora (nunca forces em água fria/turva/com rebentação); visibilidade <3 m — não entres.
Vento da tarde: em muitas costas o vento reforça a partir do meio-dia — planeia sair da água por volta do meio-dia; o mar fica picado — sai.
UV 11:00–15:00 (iUV ≥6): protetor solar e cobertura no intervalo à superfície.
Solo é um risco fundamental (blackout hipóxico sem parceiro). Qualquer dúvida = não ir.
Perguntas frequentes — pesca submarina em Tarifa
Onde fazer pesca submarina em Tarifa?
Tarifa tem pontos de entrada da rocha como Punta Camarinal (Bolonia), Isla de Tarifa (Los Lances) e Valdevaqueros / Punta Paloma. Pesca submarina em Tarifa: previsão do mar e entradas a partir da costa. Em baixo tens cada ponto (acesso, abrigo e perigos) e a previsão de hoje.
Qual é a melhor época em Tarifa?
Sobretudo o verão. Aqui voltam as marés atlânticas (amplitude real) e o dia decide-se pelo vento — levante ou poniente; junto à foz do Guadalquivir a água fica mais turva. Melhor com poniente e mar pequeno.
Que temperatura tem a água em Tarifa?
Atlântica: ~15–22 °C. Fato de 5 mm na maior parte da temporada, 3 mm só no pico do verão. Junto à foz do Guadalquivir e nos areais a visibilidade cai.
A pesca submarina em Tarifa é para principiantes?
Exige atenção: marés atlânticas com corrente, dias marcados pelo vento e visibilidade fraca junto às fozes. Melhor com poniente e mar pequeno; ler a maré ajuda muito.
É preciso licença em Tarifa?
Sim — em Tarifa é preciso licença de pesca marítima de recreio (emitida pela comunidade autónoma); só em apneia (sem garrafa), com boia de sinalização e sem pesca noturna. Vê o guia.
✓Para a licença exige-se atestado médico de aptidão para apneia e seguro de RC (ou licença federativa, que o inclui). Obrigatório no País Basco/Múrcia/Astúrias/Galiza; a federativa cobre-o na Galiza/Baleares/Cantábria; Canárias e Andaluzia NÃO o exigem para a licença individual (declaração responsável de saúde). Idade mínima geralmente 16 anos (14 na Andaluzia).
✓Não há limite nacional fixo de captura (, art. 5 delega-o nas comunidades); o padrão é 5 kg/pessoa/dia, podendo 1 exemplar não computar (Canárias — Decreto 182/2004, art. 38.3; Múrcia; Galiza; País Basco). Para espécies protegidas há cotas por peças.
✓Só é permitido o arpão — manual ou impulsionado por meios mecânicos, com uma ou várias pontas (, art. 14.1). É proibido levar a bordo, ao mesmo tempo, instrumentos de caça submarina e equipamento de respiração em imersão (art. 14.2) — é infracção por si só, mesmo que tenhas mergulhado em apneia.
✓Espanha não é uma jurisdição só. A licença é emitida pela comunidade autónoma do litoral, e cumprem-se as normas da administração em cuja costa se está na água: «debiendo cumplir la normativa establecida por la administración en cuyo litoral se realice la actividad» (, art. 13). As águas interiores — dentro das linhas de base rectas: baías, enseadas, rías, toda a faixa costeira — são competência da comunidade; as exteriores, do Estado. Por isso a idade, os dias da semana, as distâncias e os limites procuram-se no acto da tua comunidade, não no estatal.
•Andaluzia: licença de submarina; exige atestado médico (NÃO exige seguro de RC — substitui-o por declaração responsável de saúde, ); tramitação na Junta de Andalucía. Confirma a página exacta do trámite em juntadeandalucia.es.
✓Andaluzia: idade mínima da licença (incl. submarina/classe 4) — 14 anos; menores de 14 só modalidades de superfície acompanhados de adulto (Decreto 205/2023, art. 4.2/4.3). Sem seguro de RC: declaração responsável de saúde (, ).
✓Proibições: RMIP Cabo de Gata-Níjar e ilha de Alborán — caça submarina proibida (ver zonas).
✓Andaluzia: licença a partir dos 14 anos (Decreto 205/2023, art. 4.2), menores acompanhados (art. 5.3). Limite: 5 kg de peso vivo ou 4 kg eviscerado por licença e dia (art. 9.1). São proibidos a venda das capturas (art. 12.a), os fusis de pólvora ou gás (art. 12.l) e o equipamento autónomo e os scooters subaquáticos (art. 12.m). Boia vermelha ou laranja com bandeira «Alfa» (art. 20.2); mantém 250 m de pessoas na praia, locais de banho, zonas concorridas, zonas portuárias e canais de navegação, e o mesmo de artes caladas e embarcações profissionais (art. 20.3). Permitida todos os dias do ano, mas só do orto ao ocaso (art. 22).