Fontes:IPMA · boias · Copernicus · Sentinel-2 — confiança alta · dados 14:21
Fontes e confiança
Fontes
IPMA · boias NDBC e IH · Copernicus Marine · Sentinel-2
Método
motor de estado do mar spearo: consenso de 6 modelos + clareza por satélite (ZSD) + viés medido nas boias
Atualização
Relido a cada hora, por costa
Compilado pelo motor de estado do mar da spearo · Como funciona →
O veredicto sai de sete fatores da água e de bloqueios de segurança — não de dez separadores. Ir ou ficar.
Como calculamos esta nota
O nosso próprio modelo
Motor de previsão próprio — não é um widget de terceiros. Pesa estes fatores da água num único veredicto de ir ou ficar para esta costa; o mostrador de 0 a 10 é esse veredicto, mostrado como número.
01
Ondulação e memória da onda
Altura, período e direção da ondulação, mais o rasto das tempestades recentes — um temporal passado ainda turva a água, e o motor lembra-se.
02
Vento e rajadas
Velocidade e rajadas hora a hora — a velocidade do vento e o vento de mar picam a superfície e cortam a visibilidade.
03
Fase da maré
Hora e amplitude da maré, calibradas por costa — marés vivas fortes puxam o veredicto para a cautela.
04
Temperatura da água
Temperatura à superfície — água demasiado fria veta o veredicto verde.
05
Correntes e escoamento
Direção e deriva da corrente — arrasta-te e também empurra a água turva costeira para onde mergulhas.
06
Chuva e clareza do ar
A chuva turva a água junto à costa com o escoamento de terra, e o nevoeiro corta a visibilidade à superfície.
07
Forma da costa e exposição
Como a costa se abre à ondulação — uma enseada abrigada mantém a água limpa; um cabo exposto de frente leva penalização.
Bloqueios de segurança
Previsão de trovoada — vermelho imediato, sem exceções.
Aviso oficial (MeteoAlarm / IPMA) — amarelo, ou vermelho nos níveis mais altos.
Falta de dados de entrada — um possível verde é travado em amarelo em vez de exagerado.
Forte discordância entre os modelos de previsão — um dia verde é puxado para amarelo.
Horas de noite — onde a caça submarina noturna é proibida por lei a janela é vermelha à força; onde é legal (Austrália fora de NSW, Nova Zelândia, África do Sul) fica travada em amarelo, nunca verde.
Tudo se resume a uma nota de 0 a 10 e um veredicto: ir ou ficar.
É uma previsão, não uma garantia — o mar decide por último.
Onde entrar e onde procurar peixe
Pontos de entrada com coordenadas
Relevo do fundo — zonas promissoras
Este veredicto — no bolso. Abre a app e vê a janela da semana.
aponte a câmara
0 m
Superfície
Vento, ondulação e as janelas de swell — quando ir e as melhores horas.
spearo.app
sem dadosatualizado 14:21
A Corunha — a solo, dos rochedos
NÃO IR
não ir · ondulação 1.4 m (por vezes até ~2.8 m)
onda 1.4 m de frentevento 17, rajadas 32 km/hrebentação a bater nas rochasvisibilidade ~1 m
O que falta? Diz-nos o que gostarias de ver — novos pontos, espécies, dados ou funcionalidades. Lemos tudo.
A melhor janela — contigo. Previsão no bolso.
aponte a câmara
−10 m
A coluna de água
Visibilidade e o que a manda — clareamento pós-temporal, pluma do rio, temperatura e a termoclina.
O que é
Instrumento marítimo go / no-go para a caça a solo.
O spearo.app reúne vento, onda, período da ondulação, visibilidade, marés, temperatura da água e risco num só veredicto — ir ao ponto ou não. Calcula 7 dias à frente a partir de modelos marítimos abertos (Open-Meteo, IPMA), sem registo nem contas. Feito para a caça submarina a solo dos rochedos, onde qualquer erro custa caro.
Já disponível: 1391 locais em 205 zonas de costa — Portugal continental, Madeira e Açores.
Relevo e tipo de fundo, marés e as profundidades de cada local.
Na rocha
A previsão é o plano. A decisão é na rocha.
Os modelos definem a janela. Mas entrar ou não vê-se só à beira de água: conta as séries, observa a rebentação na entrada. Na dúvida, não entras.
Pontos de entrada
Por onde entrar dos rochedos.
Entradas reconhecidas, coloridas pelo dia de hoje. A cor é o estado do mar no ponto, não uma garantia: a rebentação e a entrada escorregadia decides no local.
O calendário legal aqui é curto: fim de semana e feriados oficiais (estatais e autonómicos), mais o bloco diário que vai de 1 de maio a 30 de setembro e os dias de Semana Santa (da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa) de quinta ao Domingo de Páscoa. A isso soma a única janela meteorológica que serve, mar abaixo do metro e sem ondulação de fundo de noroeste.
maré
Sobre os baixos de San Pedro a maré manda mais do que o vento: a amplitude de quase três metros e meio em vivas acelera a água entre as cabeças de rocha e cria remoinhos. Entra na estofa, e se a corrente já estiver estabelecida fica do lado de sotavento do ilhéu e não o atravesses.
abrigo
Os ilhéus de San Pedro estão em mar aberto em frente à cidade e não têm nada que os proteja do sector 290°–20°; os 315° entram-lhes em cheio e levantam rebentação sobre as pedras baixas. Com vento fraco de sul ou sudeste, e só então, a face virada a terra fica utilizável.
condições
Longe da costa a água é a mais limpa dos arredores da Corunha: oito a dez metros numa aberta estável de nordés. Assim que entra sudoeste com chuva, a pluma turva que sai da costa chega até aqui e corta a vista a metade em poucas horas, mesmo com a superfície tranquila.
perigo
Sítio para gente rodada: chega-se de barco, não há costa onde sair e a corrente pode impedir-te de voltar. Mantém 300 metros dos pesqueiros que trabalham a zona, boia sempre a menos de 25 metros e nunca vás sem alguém à superfície. À noite proibido, e sem previsão estável não se sai.
acesso
Sai-se de barco da marina da cidade; de terra, no miradouro do Monte de San Pedro, vê-se se os ilhéus estão a rebentar, e essa é a melhor verificação antes de arrancar o motor. Não há desembarque: entra-se e sai-se do barco, com o patrão atento.
Ilhéus em frente a Riazor; veris rochosos, só com mar calmo, para avançados.
Na Galiza os dias úteis estão vedados à caça submarina: conta com sábados, domingos e feriados, e com a época aberta de maio a setembro e os dias que vão de Quinta-feira Santa à Páscoa. Dentro da ria a água está melhor com a primeira luz e com a maré a entrar.
maré
Dentro da ria a amplitude de maré, perto de três metros e meio em vivas, nota-se mais como corrente do que como mudança de linha de água: na vazante a água puxa para a boca e arrasta sujidade. A enchente é o bom momento, porque mete água de fora e lava o fundo junto a Espiñeiro.
abrigo
Espiñeiro fica na margem de Oleiros, já dentro do golfo Ártabro, e a península da cidade faz-lhe de anteparo contra os 315°. Isso torna-o o plano B do dia mau: com noroeste duro aqui só chega ondulação pequena. O que o estraga é o vento de sudoeste, que sopra ao longo da ria.
condições
O fundo misto de areia, pedra e algas de Mera não dá os números do cabo aberto: três a cinco metros é o habitual e seis num dia muito bom. A ria concentra tudo o que desce de terra, por isso após dois dias de chuva a água fica castanha e nem vale a pena tirar o fato do saco.
perigo
Estás dentro de uma ria com muito tráfego: mercantes e pesqueiros usam o canal e é preciso ficar fora dele e a 300 metros de qualquer embarcação a trabalhar. O Anexo VI da Ordem de 2009 fecha linhas de rias que não aparecem no nosso mapa, verifica a da Corunha antes de entrar. À noite, proibido.
acesso
Estaciona-se em Mera, perto do passeio, e desce-se à praia de Espiñeiro pela rampa; a entrada é por areia e depois contorna-se a pedra para norte. Não é preciso nadar muito: o fundo interessante está a poucas braçadas, e a saída é a mesma areia em qualquer estado de mar.
Costa de Oleiros resguardada dentro do golfo Ártabro; fundos mistos, pouco exposta.
Só feriado oficial (estatal ou autonómico) ou fim de semana fora de época; entre 1 de maio e 30 de setembro, e na Semana Santa (da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa) de quinta a domingo, serve qualquer dia. No verão a enseada enche de banhistas a partir do meio da manhã, por isso aqui entra-se muito cedo ou não se entra de todo.
maré
Com marés vivas de três metros e meio a praia muda muito de tamanho: na baixa-mar sai uma faixa de pedra nos dois cantos por onde se entra à vontade, e na preia-mar a água chega quase ao muro e há que meter-se entre blocos. A enchente traz sempre água mais limpa de fora.
abrigo
San Amaro é um pequeno entalhe de areia encaixado na rocha junto à Torre, e esse encaixe tira o fio ao mar de noroeste; com vento de leste ou sudeste fica completamente lisa. Não te iludas: quando os 315° entram com força, a onda dobra lá dentro e a concha fecha tal como as outras.
condições
Sendo enseada fechada, a visibilidade depende de quantos dias leva sem entrar mar: três a seis metros numa boa aberta e um ou dois assim que o fundo de areia se mexe. O nordés seco clareia-a num dia; o sudoeste com chuva deixa-a verde, sem luz e sem vontade de entrar.
perigo
É praia urbana e de banhos: na época há gente na água o dia todo e é preciso manter distância clara da zona de banho, com a boia bem visível. Fora da enseada, para norte, a rocha fica séria assim que há ondulação de fundo. À noite é proibido e a arma não se carrega em terra.
acesso
Desce-se da rua do cemitério de San Amaro pelas escadas até à areia e o carro fica em cima. Entra pelo canto oeste sobre pedra plana e nada para fora ao longo da rocha; com mar a entrar, sai pelo meio do areal e não pelas pedras, mesmo que tenhas de nadar mais.
Enseada abrigada junto à Torre; abrigo do NW, boa para iniciantes com mar tendido.
A Galiza fecha os dias úteis pela Ordem de 2009: ficam sábados, domingos e feriados, com duas exceções em que serve qualquer dia, de Quinta-feira Santa à Páscoa e do primeiro de maio ao último de setembro. Sob a Torre o melhor é a primeira hora, antes de o passeio encher de gente e de canas.
maré
Três metros e meio de amplitude em vivas mudam por completo a orla: na baixa-mar aparecem plataformas de granito por onde se entra a pé, e na preia-mar essas mesmas plataformas estão submersas e a rebentar. A corrente encosta ao saliente, por isso nada colado à rocha e não saias para campo aberto.
abrigo
O rochedo do Campo da Rata olha a noroeste (330°) e não tem à frente mais do que oceano aberto: o sector 290°–20° entra inteiro e os 315° são os que o arrebentam. Só fica utilizável com vento de terra, de sul a sudeste, e quando a ondulação de fundo já desceu do metro.
condições
O granito por baixo da Torre dá água clara quando sopra o nordés e afasta a água suja da cidade: cinco a oito metros é o normal num dia assim. Com sudoeste, chuva e escorrência urbana desce a dois, e depois de temporal a ressaca levanta areia das praias vizinhas e tapa tudo.
perigo
É costa de pescadores de cana e de gente a passear nas rochas: cuidado com os chumbos que caem de cima e não dispares onde haja linhas na água. O ressaco entre blocos é traiçoeiro na maré cheia. Nunca carregues a arma fora de água, leva sempre a boia e lembra que à noite é proibido.
acesso
Estaciona-se junto ao parque escultórico da Torre e desce-se pelos trilhos até à borda; dali procura-se uma plataforma plana, melhor com a maré a meia vazante. Marca o ponto de saída antes de entrar, porque de dentro de água todos os blocos do Campo da Rata parecem iguais.
Rochas por baixo da Torre (Campo da Rata); entrada exposta ao NW, sargo e bodião.
A SOLO é o maior risco: debaixo de água pode perder-se a consciência por falta de oxigénio, em silêncio e fatalmente, sem ninguém por perto. A solo nunca é verdadeiramente «seguro». Abaixo ficam as melhores janelas pelo tempo; leva a boia, avisa alguém do plano e da hora de saída, e qualquer dúvida — não vás.
Um olhar de manhã — e sabes se vais.
aponte a câmara
≈
Subida
Câmaras, mapa e referência — à mão quando sobes.
Câmaras ao vivo, mapa e referência
Câmaras · em direto
Vê o mar agora mesmo.
Vê a câmara ANTES de sair. Espuma, água castanha/esverdeada turva ou ondas a lavar as rochas de entrada = não ir. À noite/com nevoeiro a câmara é inútil — assume «desconhecido», NÃO «verde».
Tamanhos mínimos por caladero (na tabela abaixo). A época depende da espécie e do local.
Na época agora
robalo
Dicentrarchus labrax · Cantábrico e Noroeste · RD 347/2011 art. 4 bis
dourada
Sparus aurata · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
salema
Sarpa salpa · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
⚠️ NÃO comer cabeça/vísceras (ictiossarcotoxismo).
boga-do-mar
Boops boops · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
choupa
Spondyliosoma cantharus · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
tainha
Mugil / Chelon spp. · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
pargo-legítimo
Pagrus pagrus · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
salmonete
Mullus surmuletus · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
polvo
Octopus vulgaris · Cantábrico e Noroeste · 1 kg
Talla por PESO: mín. 1 kg (RD 560/1995, todos los anexos). No coger hembras con huevos.
congro / safio
Conger conger · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
juliana / badejo
Pollachius pollachius · Cantábrico e Noroeste · veda 1 jan–30 abr
Talla operativa 42 cm; máx. 2 ejemplares/día (medida recreativa anual de la UE, Reg. 2025/202). ⚠️ Atlântico: VEDA recreativa 1 jan–30 abr (captura-e-solta).
Lei
✓Licença de pesca submarina obrigatória; é a COMUNIDADE AUTÓNOMA que a emite (não o Estado) e vale nas águas exteriores de todo o litoral. Só em apneia — escafandro/scuba proibido (, art. 3).
✓As capturas da caça submarina não podem ser vendidas nem comercializadas — é pesca não comercial ().
✓Noite proibida: caça submarina só de dia (do ocaso ao nascer do sol é proibido) — , art. 16.d.
✓Boia de sinalização OBRIGATÓRIA: marca a tua posição com uma boia bem visível e não te afastes mais de 25 m dela — , art. 15.
✓Proibido ter a espingarda (arpão) carregada fora de água — , art. 16.a.
✓Mantém-te a pelo menos 300 m das embarcações de pesca profissional a faenar — , art. 12.b.
✓O diploma estatal (, art. 16) proíbe ao caçador submarino: espingarda carregada fora de água; pontas explosivas/eléctricas e focos (lanterna de mão permitida); veículos subaquáticos; noite — do ocaso ao orto. Mais o art. 12 b), d), e): 300 m de embarcações profissionais, atrair com luz, venenos/explosivos. A proibição numa reserva, porto ou praia concretos vem do SEU próprio acto (portaria da reserva, regras da comunidade autónoma, autoridade portuária) — vê as zonas no mapa e as regras da tua comunidade.
✓Tamanhos mín. por ( + + UE 2019/1241): robalo 42 cm (rec.) / 36 cm / 25 cm Mediterrâneo / 22 cm Canárias; dourada 20 cm e sargo 23 cm no Mediterrâneo (UE 2019/1241); mero 45 cm. Vê a ficha de espécies da tua zona.
✓Só podem capturar-se as espécies do do ; proibido reter, desembarcar ou transportar exemplares abaixo do tamanho.
Protocolo de segurança
Sets: observa as séries de ondas ≥15 min antes de entrar; Hmax ≈ 2×Hs, a rebentação pode espraiar-se 50 m além da linha de espuma. Um lull >10 min com período >12 s = um set grande «em atraso», NÃO entres; entra logo após passar um set completo e reavalia ao minuto 30.
Saída PRIMEIRO: identifica a saída E uma alternativa antes de entrar. Numa costa rochosa/de blocos um aumento de 0,5 m na ondulação pode tornar a saída impossível — ficar encurralado/sem saída é o principal assassino.
Corrente de cabo: em pontas salientes há muitas vezes uma corrente de retorno topográfica permanente, independentemente do modelo — localiza-a, entra/sai pelo lado a barlavento e nunca nades contra.
Frio: fato pela SST do chip; o primeiro arrepio = pico metabólico e queda da apneia → sai ao primeiro arrepio persistente. Limita a sessão a 45–60 min abaixo de 15 °C.
Disciplina a solo: boia içada; avisa alguém do local e da hora de saída; apneia conservadora (nunca forces em água fria/turva/com rebentação); visibilidade <3 m — não entres.
Vento da tarde: em muitas costas o vento reforça a partir do meio-dia — planeia sair da água por volta do meio-dia; o mar fica picado — sai.
UV 11:00–15:00 (iUV ≥6): protetor solar e cobertura no intervalo à superfície.
Solo é um risco fundamental (blackout hipóxico sem parceiro). Qualquer dúvida = não ir.
Perguntas frequentes — pesca submarina em A Corunha
Onde fazer pesca submarina em A Corunha?
A Corunha tem pontos de entrada da rocha como Roquedo da Torre de Hércules, Praia de San Amaro e Mera / Praia de Espiñeiro. Pesca submarina em A Corunha: previsão do mar e entradas a partir da costa. Em baixo tens cada ponto (acesso, abrigo e perigos) e a previsão de hoje.
Qual é a melhor época em A Corunha?
Sobretudo o verão (junho–setembro), com vida marinha rica. Mas o upwelling e a nortada podem arrefecer e turvar a água de repente, e as marés atlânticas são grandes — conta com a maré e a corrente.
Que temperatura tem a água em A Corunha?
Fria: ~13–19 °C, com upwelling a baixar a temperatura no verão quando sopra a nortada. Conta com fato de 7 mm + capuz, luvas e botas grande parte do ano.
A pesca submarina em A Corunha é para principiantes?
Exigente: costa atlântica fria, com marés grandes que geram corrente e entradas de rocha. As rias oferecem recantos abrigados, mas ler a maré e a corrente é obrigatório — não é zona de estreia com mar de fora.
É preciso licença em A Corunha?
Sim — em A Corunha é preciso licença de pesca marítima de recreio (emitida pela comunidade autónoma); só em apneia (sem garrafa), com boia de sinalização e sem pesca noturna. Vê o guia.
✓Para a licença exige-se atestado médico de aptidão para apneia e seguro de RC (ou licença federativa, que o inclui). Obrigatório no País Basco/Múrcia/Astúrias/Galiza; a federativa cobre-o na Galiza/Baleares/Cantábria; Canárias e Andaluzia NÃO o exigem para a licença individual (declaração responsável de saúde). Idade mínima geralmente 16 anos (14 na Andaluzia).
✓Não há limite nacional fixo de captura (, art. 5 delega-o nas comunidades); o padrão é 5 kg/pessoa/dia, podendo 1 exemplar não computar (Canárias — Decreto 182/2004, art. 38.3; Múrcia; Galiza; País Basco). Para espécies protegidas há cotas por peças.
✓Só é permitido o arpão — manual ou impulsionado por meios mecânicos, com uma ou várias pontas (, art. 14.1). É proibido levar a bordo, ao mesmo tempo, instrumentos de caça submarina e equipamento de respiração em imersão (art. 14.2) — é infracção por si só, mesmo que tenhas mergulhado em apneia.
✓Espanha não é uma jurisdição só. A licença é emitida pela comunidade autónoma do litoral, e cumprem-se as normas da administração em cuja costa se está na água: «debiendo cumplir la normativa establecida por la administración en cuyo litoral se realice la actividad» (, art. 13). As águas interiores — dentro das linhas de base rectas: baías, enseadas, rías, toda a faixa costeira — são competência da comunidade; as exteriores, do Estado. Por isso a idade, os dias da semana, as distâncias e os limites procuram-se no acto da tua comunidade, não no estatal.
✓Galiza: licença «Clase C» (submarina), procedimento PE405A no portal da Xunta; mínimo 16 anos, atestado médico obrigatório. A Galiza reconhece licenças submarinas de outras comunidades e da UE. sede.xunta.gal (PE405A).
✓Zona proibida: Parque Nacional das Ilhas Atlânticas (Cíes, Ons, Sálvora, Cortegada) — caça submarina proibida (ver zonas no mapa).
✓A Galiza é a única comunidade que fecha os dias úteis: a caça submarina só é permitida aos sábados, domingos e feriados estatais ou autonómicos, e de Quinta-Feira Santa a Domingo de Páscoa e de 1 de Maio a 30 de Setembro, todos os dias (Orden 17.09.2009, art. 13.2). Só de dia, do orto ao ocaso (art. 13.3). Limite: 5 kg por licença e dia, e 2 polvos por pescador e dia (art. 12.3). As zonas fechadas à caça submarina estão no (art. 11.2). Para a licença exigem-se atestado médico oficial de aptidão, seguro e licença de armas ou cartão federativo (art. 3.b).