Fontes:IPMA · boias · Copernicus · Sentinel-2 — confiança alta · dados 14:21
Fontes e confiança
Fontes
IPMA · boias NDBC e IH · Copernicus Marine · Sentinel-2
Método
motor de estado do mar spearo: consenso de 6 modelos + clareza por satélite (ZSD) + viés medido nas boias
Atualização
Relido a cada hora, por costa
Compilado pelo motor de estado do mar da spearo · Como funciona →
O veredicto sai de sete fatores da água e de bloqueios de segurança — não de dez separadores. Ir ou ficar.
Como calculamos esta nota
O nosso próprio modelo
Motor de previsão próprio — não é um widget de terceiros. Pesa estes fatores da água num único veredicto de ir ou ficar para esta costa; o mostrador de 0 a 10 é esse veredicto, mostrado como número.
01
Ondulação e memória da onda
Altura, período e direção da ondulação, mais o rasto das tempestades recentes — um temporal passado ainda turva a água, e o motor lembra-se.
02
Vento e rajadas
Velocidade e rajadas hora a hora — a velocidade do vento e o vento de mar picam a superfície e cortam a visibilidade.
03
Fase da maré
Hora e amplitude da maré, calibradas por costa — marés vivas fortes puxam o veredicto para a cautela.
04
Temperatura da água
Temperatura à superfície — água demasiado fria veta o veredicto verde.
05
Correntes e escoamento
Direção e deriva da corrente — arrasta-te e também empurra a água turva costeira para onde mergulhas.
06
Chuva e clareza do ar
A chuva turva a água junto à costa com o escoamento de terra, e o nevoeiro corta a visibilidade à superfície.
07
Forma da costa e exposição
Como a costa se abre à ondulação — uma enseada abrigada mantém a água limpa; um cabo exposto de frente leva penalização.
Bloqueios de segurança
Previsão de trovoada — vermelho imediato, sem exceções.
Aviso oficial (MeteoAlarm / IPMA) — amarelo, ou vermelho nos níveis mais altos.
Falta de dados de entrada — um possível verde é travado em amarelo em vez de exagerado.
Forte discordância entre os modelos de previsão — um dia verde é puxado para amarelo.
Horas de noite — onde a caça submarina noturna é proibida por lei a janela é vermelha à força; onde é legal (Austrália fora de NSW, Nova Zelândia, África do Sul) fica travada em amarelo, nunca verde.
Tudo se resume a uma nota de 0 a 10 e um veredicto: ir ou ficar.
É uma previsão, não uma garantia — o mar decide por último.
Onde entrar e onde procurar peixe
Pontos de entrada com coordenadas
Relevo do fundo — zonas promissoras
Este veredicto — no bolso. Abre a app e vê a janela da semana.
aponte a câmara
0 m
Superfície
Vento, ondulação e as janelas de swell — quando ir e as melhores horas.
spearo.app
sem dadosatualizado 14:21
Ribeira — a solo, dos rochedos
NÃO IR
não ir · ondulação 1.2 m (por vezes até ~2.5 m)
onda 1.2 mvento 18, rajadas 33 km/hrebentação a bater nas rochasvisibilidade ~1 m
O que falta? Diz-nos o que gostarias de ver — novos pontos, espécies, dados ou funcionalidades. Lemos tudo.
A melhor janela — contigo. Previsão no bolso.
aponte a câmara
−10 m
A coluna de água
Visibilidade e o que a manda — clareamento pós-temporal, pluma do rio, temperatura e a termoclina.
O que é
Instrumento marítimo go / no-go para a caça a solo.
O spearo.app reúne vento, onda, período da ondulação, visibilidade, marés, temperatura da água e risco num só veredicto — ir ao ponto ou não. Calcula 7 dias à frente a partir de modelos marítimos abertos (Open-Meteo, IPMA), sem registo nem contas. Feito para a caça submarina a solo dos rochedos, onde qualquer erro custa caro.
Já disponível: 1391 locais em 205 zonas de costa — Portugal continental, Madeira e Açores.
Relevo e tipo de fundo, marés e as profundidades de cada local.
Na rocha
A previsão é o plano. A decisão é na rocha.
Os modelos definem a janela. Mas entrar ou não vê-se só à beira de água: conta as séries, observa a rebentação na entrada. Na dúvida, não entras.
Pontos de entrada
Por onde entrar dos rochedos.
Entradas reconhecidas, coloridas pelo dia de hoje. A cor é o estado do mar no ponto, não uma garantia: a rebentação e a entrada escorregadia decides no local.
Primeiro o calendário galego: sábados, domingos e feriados, e todos os dias da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa e entre 1 de maio e 30 de setembro (Orden 17.09.2009, art. 13.2). Em Aguiño há outra razão para madrugar: a meio da manhã o porto está em plena faina e há muito tráfego de embarcações.
maré
Estamos na boca da ria de Arousa, com uns três metros e meio de amplitude nas vivas, e aqui a maré nota-se mais como corrente do que como altura: na vazante a água puxa para fora e arrasta a lama dos bancos marisqueiros. Na enchente entra água de fora, mais limpa, e é essa a boa altura.
abrigo
O troço de Aguiño abre-se a sudoeste, para a boca da ria, e as pedras de fora apanham em cheio o arco 220°-300°, com o mar mais sujo aos 280°. Os ilhotes e baixios que ficam à frente partem parte da ondulação, por isso junto à costa está sempre mais manso do que na ponta aberta.
condições
O fundo mistura rocha com línguas de areia, e é essa areia que turva a água mal haja rebentação. Em dias tendidos e com a maré a encher vê-se razoavelmente; com nordeste comprido entra a água fria do afloramento e tudo fica verde e frio de repente, muitas vezes na mesma manhã.
perigo
A pouco mais de três quilómetros a sudoeste fica Sálvora, dentro do Parque Nacional das Illas Atlánticas, onde a caça submarina é proibida sem excepções; este ponto está fora, mas o limite corre pela água e não o vais ver, portanto não atravesses para a ilha. Há ainda bateias e barcos a mariscar: mantém os 300 m das embarcações profissionais em faina.
acesso
O cómodo é deixar o carro na vila de Aguiño e descer às pedras a oeste do porto, evitando a barra e a zona de manobra. Entra-se pelas lajes baixas e sai-se pelo mesmo sítio; com marulho a única saída decente é a rampa de areia da praiazinha ao lado, porque a pedra fica impossível.
Ponta rochosa de Aguiño; fundos de rocha e areia, exposta a SW.
Na Galiza a caça submarina só é permitida aos sábados, domingos e feriados, e ainda todos os dias da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa e de 1 de maio a 30 de setembro (Orden 17.09.2009, art. 13.2). Neste cabo o melhor é a primeira hora, antes de entrar a brisa de oeste.
maré
Aqui a maré é a sério: cerca de três metros e meio nas vivas e perto de metro e oitenta nas mortas. Na baixa-mar ficam a descoberto lajes e baixios em frente ao farol que na preia-mar passas a nado sem dar por eles, e a vazante arrasta areia do areal para fora.
abrigo
O cabo olha a oeste-sudoeste e não tem nada à frente: a ondulação de NW e W chega inteira às lajes por baixo do farol. O sector mau vai de 220° a 300°, o pior perto dos 280°. Só o nordeste (30°-60°) ajuda, porque sopra de terra e alisa a superfície.
condições
Com mar de fundo baixo e vento fraco de leste a água abre e vêem-se as manchas de areia entre as rochas. O que a estraga é a rebentação a levantar areia junto às dunas de Corrubedo e, no verão, o afloramento: com nordeste constante sobe água fria e verde e a visibilidade cai em poucas horas.
perigo
É um cabo bravo: a corrente dobra a ponta e a ondulação rebenta sobre baixios que mal se vêem, por isso com mais de um metro de mar de fundo não entres. Lembra as regras estatais: só apneia, boia obrigatória sem te afastares mais de 25 m, arma descarregada fora de água e nada à noite, do ocaso ao nascer do sol.
acesso
Estaciona-se junto à estrada do farol de Corrubedo e desce-se pelo carreiro até às lajes de granito do lado sul, o único sítio onde se entra sem saltar. O lado norte, para o areal das dunas, não serve para sair com mar: a onda fecha contra a rocha. Conta com algumas centenas de metros a nado até às pedras de fora.
Cabo areno-rochoso muito exposto a oeste; sargo e robalo, só com mar calmo.
Calendário galego obrigatório: sábados, domingos e feriados, e todos os dias entre a Quinta-feira Santa e o Domingo de Páscoa e de 1 de maio a 30 de setembro (Orden 17.09.2009, art. 13.2). Na época a enseada enche de banhistas ao meio-dia, por isso a janela sensata é de madrugada ou ao fim da tarde, sempre antes do ocaso.
maré
Com os três metros e meio largos das vivas a enseada muda de cara: na baixa-mar fica uma língua de areia larga e a rocha do extremo norte seca, enquanto na preia-mar a água chega ao pé dos penedos e a rebentação bate directamente neles. Para entrar e sair à vontade, meia-maré a encher.
abrigo
É uma enseada da frente atlântica da Barbanza com rocha nos dois extremos, e esses braços cortam boa parte do mar curto; o que não filtram é a ondulação longa de oeste, que entra a direito pelo meio. Com o sector 220°-300° carregado rebenta em toda a orla, e só o vento de terra de leste a deixa aproveitável.
condições
A água da enseada turva-se com quase nada: basta um metro de rebentação para a areia do fundo subir e deixares de ver a própria arma. Com mar tendido e vários dias sem temporal clareia a sério e trabalha-se bem junto à rocha dos topos. Em pleno verão vigia o afloramento, que traz água verde e fria do norte.
perigo
Primeiro a rebentação: a orla é aberta e uma série grande empurra-te contra a rocha do extremo sul sem aviso. Nada com a boia bem visível, porque há pesca desde a praia e tráfego de pequenas embarcações. E atenção ao abrótea-badejo: de 1 de janeiro a 30 de abril só captura e soltura no Atlântico, depois 42 cm e dois exemplares.
acesso
Chega-se pela estrada da costa entre Corrubedo e Xuño, com estacionamento de terra em cima e um carreiro curto pelo mato até à areia. A entrada limpa é pelo meio do areal, a correr entre séries, e daí nadam-se umas duas centenas de metros até aos topos rochosos. Com rebentação não saias pelos penedos do norte: não há onde agarrar.
Enseada com rocha nos extremos; abrigo parcial, boa com mar tendido.
Como em toda a Galiza: sábados, domingos e feriados, mais todos os dias da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa e de 1 de maio a 30 de setembro (Orden 17.09.2009, art. 13.2). Dentro da ria o melhor momento costuma ser cedo, antes de arrancarem as embarcações de recreio e de o nordeste encrespar o canal.
maré
Dentro da ria a amplitude continua grande, à volta de três metros e meio nas vivas, e aqui traduz-se em planícies que secam: na baixa-mar a pradaria e os baixios de areia ficam quase ao ar e não há por onde entrar. O que funciona é a preia-mar e a estofa, quando a corrente não arrasta lodo do canal.
abrigo
Esta ponta olha para dentro da ria de Arousa, junto a Ribeira, com toda a península da Barbanza às costas a tapar-lhe o sudoeste. Aqui não chega o mar de fundo do Atlântico; o que a mexe é o vento próprio da ria, sobretudo o de sul que sopra ao longo do canal e levanta uma onda curta e incómoda.
condições
O fundo é rocha rasa que se perde em pradaria e lodo, e o lodo é a chave: mal haja algum vento ou passem barcos, a água fica castanha e não vês um metro. Os dias bons são de água parada, com a ria calma e sem chuvas recentes, porque o que desce dos rios também apaga a visibilidade durante vários dias.
perigo
Aviso importante de dados: o Anexo VI da Orden 17.09.2009 fecha as águas interiores das rias com linhas de fecho que não temos desenhadas, e este ponto fica dentro da ria de Arousa. Confirma a linha de fecho de Arousa antes de ir. Junta bateias, viveiros e barcos a mariscar: 300 m das embarcações que trabalham.
acesso
Chega-se do passeio de Ribeira por pista e caminho até à ponta, com estacionamento à beira-mar e quase nenhuma descida: entra-se a pé pela rocha baixa ou pela areia ao lado, sem saltos nem surpresas. É um sítio para nadar devagar junto ao calhau; se a maré descer muito, a saída alonga-se pela planície.
Ponta abrigada dentro da ria de Arousa, junto a Ribeira; rocha rasa e pradaria em águas calmas.
Primeiro a regra galega: só sábados, domingos e feriados, mais todos os dias da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa e de 1 de maio a 30 de setembro (Orden 17.09.2009, art. 13.2). Na prática, aqui convém a enchente da manhã, com o sol ainda baixo sobre a rocha.
maré
Maré atlântica de manual: uns três metros e meio nas vivas. Na baixa-mar aparecem degraus de rocha ao pé do farol por onde se entra em seco, e na preia-mar esses mesmos degraus ficam a metro e meio de água. A corrente sente-se quando a maré corre para a boca da ria de Arousa.
abrigo
A ponta do farol fecha o extremo sul da Barbanza e apanha tudo o que entra de sudoeste; o sector mau fica entre 220° e 300°. Com vento de norte e nordeste fica a sotavento e a superfície espelha, mas o mar de fundo de oeste continua a dobrar a ponta mesmo sem vento.
condições
Em dias de mar chão vê-se bem entre os blocos do farol, porque o fundo é rocha limpa e há pouca areia para levantar. Estraga a água a ressaca de dois ou três dias de temporal e, sobretudo, o afloramento de verão: com nordeste seguido a água baixa vários graus e fica leitosa a meio da manhã.
perigo
Atenção ao parque: a ilha de Sálvora, dentro do Parque Nacional das Illas Atlánticas, fica a pouco mais de dois quilómetros a sudoeste e aí a caça submarina está totalmente proibida. Este ponto está fora, mas o limite corre pela água e não se vê, portanto não te deixes arrastar para a ilha. E de noite, nunca: é proibido em toda a Espanha.
acesso
Chega-se de carro ao farol pela pista de Punta Couso e desce-se a pé pela rocha desde o miradouro; há duas rampas naturais que servem de entrada com mar calmo. A boa saída é a mesma por onde entraste, decorada: com maré cheia as prateleiras de baixo desaparecem e custa encontrá-las.
Rochedo do farol; entrada pelas rochas, moderadamente exposto a SW.
Na Galiza só se pode aos sábados, domingos e feriados, e todos os dias da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa e de 1 de maio a 30 de setembro (Orden 17.09.2009, art. 13.2). Aqui o lógico é acertar com a maré mais do que com o relógio, mas o dia acaba ao ocaso: de noite não se pode em parte alguma de Espanha.
maré
Com vivas de mais de três metros, a corrente que dobra a ponta sente-se a sério: a água corre ao longo dos dedos de rocha e desloca-te sem dares por isso. Na baixa-mar ficam à flor de água uns baixios que na preia-mar passam despercebidos, e são eles que marcam o bom veril. Planeia o mergulho com a estofa.
abrigo
Falcoeiro é o esporão mais avançado do troço entre Aguiño e Corrubedo, e os seus dedos de rocha entram para sudoeste sem nada que os tape. Todo o arco 220°-300° bate-lhe de frente e os 280° tornam-no impossível; o único descanso chega com nordeste, quando o vento sai de terra e alisa a superfície sobre o recife.
condições
O recife alterna blocos com algas e clareiras de areia, e é nessa aresta que se movem bodiões e sargos. A água limpa ao fim de dois ou três dias sem mar; assim que o fundo regressa, a areia das clareiras levanta-se e a aresta deixa de se ver. No verão o afloramento pode derrubar a temperatura e deixar a água verde em poucas horas.
perigo
A orla do Parque Nacional das Illas Atlánticas fica a escassos dois quilómetros: Sálvora está em frente e nas suas águas protegidas a caça submarina está vedada por completo. Este esporão cai fora, mas sobre a água não há marca nenhuma, portanto controla a tua deriva e não deixes a corrente da ponta levar-te para o largo.
acesso
Não há descida cómoda: deixa-se o carro num caminho de terra no fim das casas e caminha-se um bocado por cima do tojo até à rocha. A entrada prática é uma prateleira baixa no lado de sotavento do esporão, nunca pela face oeste, que é onde o mar arrebenta. Dali contorna-se o recife a nado, sem ser preciso afastar-se.
Ponta rochosa no troço de Aguiño a Corrubedo; recife misto de rocha e areia com bodião e sargo.
A SOLO é o maior risco: debaixo de água pode perder-se a consciência por falta de oxigénio, em silêncio e fatalmente, sem ninguém por perto. A solo nunca é verdadeiramente «seguro». Abaixo ficam as melhores janelas pelo tempo; leva a boia, avisa alguém do plano e da hora de saída, e qualquer dúvida — não vás.
Um olhar de manhã — e sabes se vais.
aponte a câmara
≈
Subida
Câmaras, mapa e referência — à mão quando sobes.
Câmaras ao vivo, mapa e referência
Câmaras · em direto
Vê o mar agora mesmo.
Vê a câmara ANTES de sair. Espuma, água castanha/esverdeada turva ou ondas a lavar as rochas de entrada = não ir. À noite/com nevoeiro a câmara é inútil — assume «desconhecido», NÃO «verde».
Ribeira — O Grove: Praia Confín / Porto do Grove (Ría de Arousa, ~13 km) (Windy)Câmara ao vivo (O Grove, praia e porto na Ría de Arousa, ~13 km) — transmissão em direto.câmara: windy ↗
Tamanhos mínimos por caladero (na tabela abaixo). A época depende da espécie e do local.
Na época agora
robalo
Dicentrarchus labrax · Cantábrico e Noroeste · RD 347/2011 art. 4 bis
dourada
Sparus aurata · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
salema
Sarpa salpa · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
⚠️ NÃO comer cabeça/vísceras (ictiossarcotoxismo).
boga-do-mar
Boops boops · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
choupa
Spondyliosoma cantharus · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
tainha
Mugil / Chelon spp. · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
pargo-legítimo
Pagrus pagrus · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
salmonete
Mullus surmuletus · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
polvo
Octopus vulgaris · Cantábrico e Noroeste · 1 kg
Talla por PESO: mín. 1 kg (RD 560/1995, todos los anexos). No coger hembras con huevos.
congro / safio
Conger conger · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
juliana / badejo
Pollachius pollachius · Cantábrico e Noroeste · veda 1 jan–30 abr
Talla operativa 42 cm; máx. 2 ejemplares/día (medida recreativa anual de la UE, Reg. 2025/202). ⚠️ Atlântico: VEDA recreativa 1 jan–30 abr (captura-e-solta).
Lei
✓Licença de pesca submarina obrigatória; é a COMUNIDADE AUTÓNOMA que a emite (não o Estado) e vale nas águas exteriores de todo o litoral. Só em apneia — escafandro/scuba proibido (, art. 3).
✓As capturas da caça submarina não podem ser vendidas nem comercializadas — é pesca não comercial ().
✓Noite proibida: caça submarina só de dia (do ocaso ao nascer do sol é proibido) — , art. 16.d.
✓Boia de sinalização OBRIGATÓRIA: marca a tua posição com uma boia bem visível e não te afastes mais de 25 m dela — , art. 15.
✓Proibido ter a espingarda (arpão) carregada fora de água — , art. 16.a.
✓Mantém-te a pelo menos 300 m das embarcações de pesca profissional a faenar — , art. 12.b.
✓O diploma estatal (, art. 16) proíbe ao caçador submarino: espingarda carregada fora de água; pontas explosivas/eléctricas e focos (lanterna de mão permitida); veículos subaquáticos; noite — do ocaso ao orto. Mais o art. 12 b), d), e): 300 m de embarcações profissionais, atrair com luz, venenos/explosivos. A proibição numa reserva, porto ou praia concretos vem do SEU próprio acto (portaria da reserva, regras da comunidade autónoma, autoridade portuária) — vê as zonas no mapa e as regras da tua comunidade.
✓Tamanhos mín. por ( + + UE 2019/1241): robalo 42 cm (rec.) / 36 cm / 25 cm Mediterrâneo / 22 cm Canárias; dourada 20 cm e sargo 23 cm no Mediterrâneo (UE 2019/1241); mero 45 cm. Vê a ficha de espécies da tua zona.
✓Só podem capturar-se as espécies do do ; proibido reter, desembarcar ou transportar exemplares abaixo do tamanho.
Protocolo de segurança
Sets: observa as séries de ondas ≥15 min antes de entrar; Hmax ≈ 2×Hs, a rebentação pode espraiar-se 50 m além da linha de espuma. Um lull >10 min com período >12 s = um set grande «em atraso», NÃO entres; entra logo após passar um set completo e reavalia ao minuto 30.
Saída PRIMEIRO: identifica a saída E uma alternativa antes de entrar. Numa costa rochosa/de blocos um aumento de 0,5 m na ondulação pode tornar a saída impossível — ficar encurralado/sem saída é o principal assassino.
Corrente de cabo: em pontas salientes há muitas vezes uma corrente de retorno topográfica permanente, independentemente do modelo — localiza-a, entra/sai pelo lado a barlavento e nunca nades contra.
Frio: fato pela SST do chip; o primeiro arrepio = pico metabólico e queda da apneia → sai ao primeiro arrepio persistente. Limita a sessão a 45–60 min abaixo de 15 °C.
Disciplina a solo: boia içada; avisa alguém do local e da hora de saída; apneia conservadora (nunca forces em água fria/turva/com rebentação); visibilidade <3 m — não entres.
Vento da tarde: em muitas costas o vento reforça a partir do meio-dia — planeia sair da água por volta do meio-dia; o mar fica picado — sai.
UV 11:00–15:00 (iUV ≥6): protetor solar e cobertura no intervalo à superfície.
Solo é um risco fundamental (blackout hipóxico sem parceiro). Qualquer dúvida = não ir.
Perguntas frequentes — pesca submarina em Ribeira
Onde fazer pesca submarina em Ribeira?
Ribeira tem pontos de entrada da rocha como Cabo Corrubedo, Punta Couso (faro de Ribeira) e Aguiño / Punta Falcoeiro. Pesca submarina em Ribeira: previsão do mar e entradas a partir da costa. Em baixo tens cada ponto (acesso, abrigo e perigos) e a previsão de hoje.
Qual é a melhor época em Ribeira?
Sobretudo o verão (junho–setembro), com vida marinha rica. Mas o upwelling e a nortada podem arrefecer e turvar a água de repente, e as marés atlânticas são grandes — conta com a maré e a corrente.
Que temperatura tem a água em Ribeira?
Fria: ~13–19 °C, com upwelling a baixar a temperatura no verão quando sopra a nortada. Conta com fato de 7 mm + capuz, luvas e botas grande parte do ano.
A pesca submarina em Ribeira é para principiantes?
Exigente: costa atlântica fria, com marés grandes que geram corrente e entradas de rocha. As rias oferecem recantos abrigados, mas ler a maré e a corrente é obrigatório — não é zona de estreia com mar de fora.
É preciso licença em Ribeira?
Sim — em Ribeira é preciso licença de pesca marítima de recreio (emitida pela comunidade autónoma); só em apneia (sem garrafa), com boia de sinalização e sem pesca noturna. Vê o guia.
✓Para a licença exige-se atestado médico de aptidão para apneia e seguro de RC (ou licença federativa, que o inclui). Obrigatório no País Basco/Múrcia/Astúrias/Galiza; a federativa cobre-o na Galiza/Baleares/Cantábria; Canárias e Andaluzia NÃO o exigem para a licença individual (declaração responsável de saúde). Idade mínima geralmente 16 anos (14 na Andaluzia).
✓Não há limite nacional fixo de captura (, art. 5 delega-o nas comunidades); o padrão é 5 kg/pessoa/dia, podendo 1 exemplar não computar (Canárias — Decreto 182/2004, art. 38.3; Múrcia; Galiza; País Basco). Para espécies protegidas há cotas por peças.
✓Só é permitido o arpão — manual ou impulsionado por meios mecânicos, com uma ou várias pontas (, art. 14.1). É proibido levar a bordo, ao mesmo tempo, instrumentos de caça submarina e equipamento de respiração em imersão (art. 14.2) — é infracção por si só, mesmo que tenhas mergulhado em apneia.
✓Espanha não é uma jurisdição só. A licença é emitida pela comunidade autónoma do litoral, e cumprem-se as normas da administração em cuja costa se está na água: «debiendo cumplir la normativa establecida por la administración en cuyo litoral se realice la actividad» (, art. 13). As águas interiores — dentro das linhas de base rectas: baías, enseadas, rías, toda a faixa costeira — são competência da comunidade; as exteriores, do Estado. Por isso a idade, os dias da semana, as distâncias e os limites procuram-se no acto da tua comunidade, não no estatal.
✓Galiza: licença «Clase C» (submarina), procedimento PE405A no portal da Xunta; mínimo 16 anos, atestado médico obrigatório. A Galiza reconhece licenças submarinas de outras comunidades e da UE. sede.xunta.gal (PE405A).
✓Zona proibida: Parque Nacional das Ilhas Atlânticas (Cíes, Ons, Sálvora, Cortegada) — caça submarina proibida (ver zonas no mapa).
✓A Galiza é a única comunidade que fecha os dias úteis: a caça submarina só é permitida aos sábados, domingos e feriados estatais ou autonómicos, e de Quinta-Feira Santa a Domingo de Páscoa e de 1 de Maio a 30 de Setembro, todos os dias (Orden 17.09.2009, art. 13.2). Só de dia, do orto ao ocaso (art. 13.3). Limite: 5 kg por licença e dia, e 2 polvos por pescador e dia (art. 12.3). As zonas fechadas à caça submarina estão no (art. 11.2). Para a licença exigem-se atestado médico oficial de aptidão, seguro e licença de armas ou cartão federativo (art. 3.b).