motor de estado do mar spearo: consenso de até 6 modelos + clareza por satélite (ZSD) + viés medido nas boias
Atualização
Relido a cada hora, por costa
Compilado pelo motor de estado do mar da spearo · Como funciona →
O veredicto sai de sete fatores da água e de bloqueios de segurança — não de dez separadores. Ir ou ficar.
Como calculamos esta nota
O nosso próprio modelo
Motor de previsão próprio — não é um widget de terceiros. Pesa estes fatores da água num único veredicto de ir ou ficar para esta costa; o mostrador de 0 a 10 é esse veredicto, mostrado como número.
01
Ondulação e memória da onda
Altura, período e direção da ondulação, mais o rasto das tempestades recentes — um temporal passado ainda turva a água, e o motor lembra-se.
02
Vento e rajadas
Velocidade e rajadas hora a hora — a velocidade do vento e o vento de mar picam a superfície e cortam a visibilidade.
03
Fase da maré
Hora e amplitude da maré, calibradas por costa — marés vivas fortes puxam o veredicto para a cautela.
04
Temperatura da água
Temperatura à superfície — água demasiado fria veta o veredicto verde.
05
Correntes e escoamento
Direção e deriva da corrente — arrasta-te e também empurra a água turva costeira para onde mergulhas.
06
Chuva e clareza do ar
A chuva turva a água junto à costa com o escoamento de terra, e o nevoeiro corta a visibilidade à superfície.
07
Forma da costa e exposição
Como a costa se abre à ondulação — uma enseada abrigada mantém a água limpa; um cabo exposto de frente leva penalização.
Bloqueios de segurança
Previsão de trovoada — vermelho imediato, sem exceções.
Aviso oficial (MeteoAlarm / IPMA) — amarelo, ou vermelho nos níveis mais altos.
Falta de dados de entrada — um possível verde é travado em amarelo em vez de exagerado.
Forte discordância entre os modelos de previsão — um dia verde é puxado para amarelo.
Horas de noite — onde a caça submarina noturna é proibida por lei a janela é vermelha à força; onde é legal (Austrália fora de NSW, Nova Zelândia, África do Sul) fica travada em amarelo, nunca verde.
Tudo se resume a uma nota de 0 a 10 e um veredicto: ir ou ficar.
É uma previsão, não uma garantia — o mar decide por último.
Onde entrar e onde procurar peixe
Pontos de entrada com coordenadas
Relevo do fundo — zonas promissoras
Este veredicto — no bolso. Abre a app e vê a janela da semana.
aponte a câmara
0 m
Superfície
Vento, ondulação e as janelas de swell — quando ir e as melhores horas.
spearo.app
sem dadosatualizado 15:24
Viveiro — a solo, dos rochedos
NÃO IR
não ir · ondulação 3.0 m (por vezes até ~6.1 m)
onda 3 mvento 28, rajadas 55 km/hrebentação a bater nas rochasvisibilidade ~1 m
hoje, melhor janela 06:00–09:00
peixe · Visibilidade 1 m · Água 14.7°C
confiança baixa · veredicto para o dia escolhido
Semana inteira — toca num dia. está a empurrar ondulação.
›
Risco a solo: leva uma boia · diz a alguém o teu plano e a hora de saída · na dúvida = não vais. Planeador por modelos, a decisão é no local.
Dia escolhido
Janelas, horas e tendências do dia.
O dia é escolhido em cima, no destaque. Aqui ficam as janelas do dia, o mapa hora a hora e as tendências. Toca numa janela para analisar as condições.
domingo · hoje2026-10-25
08:56–19:30 · lua cheia
▲ 04:00▼ 10:00▲ 16:00▼ 22:00 · 3.5 m
Horas (06→20)
06
09
12
15
18
Tendências do dia
Maré-2.07 m
Onda3.34 m
Vento17 km/h
Água15 °C
atividade dos peixes: lua no zénite 01:10 · alta · pôr da lua 08:05 · média · lua no nadir 13:30 · alta · nascer da lua 18:50 · média
Janela de condições06:00–09:00
não ir peixe
Hs 3.04 m · agitadoperíodo 9.1 svento 28→55surge 64.4viz 1 m
3.04 magitado · até ~6.08 · 312° de través
9.1 sondulação moderada
28→55rajadas 55 km/h
64.4bate nas rochas
0.11m/s
1 mondulação recente
14.7°Cfato mais grosso + touca
▼10:00maré a vazar
Atmosfera28 kmencoberto
médiapôr da lua
ondulação 3.0 m (por vezes até ~6.1 m)
vaga de vento acentuada — superfície irregular, cuidado na entrada
O que falta? Diz-nos o que gostarias de ver — novos pontos, espécies, dados ou funcionalidades. Lemos tudo.
A melhor janela — contigo. Previsão no bolso.
aponte a câmara
−10 m
A coluna de água
Visibilidade e o que a manda — clareamento pós-temporal, pluma do rio, temperatura e a termoclina.
O que é
Instrumento marítimo go / no-go para a caça a solo.
O spearo.app reúne vento, onda, período da ondulação, visibilidade, marés, temperatura da água e risco num só veredicto — ir ao ponto ou não. Calcula 7 dias à frente a partir de modelos marítimos abertos (Open-Meteo, IPMA), sem registo nem contas. Feito para a caça submarina a solo dos rochedos, onde qualquer erro custa caro.
Já disponível: 3016 locais em 406 zonas de costa — Portugal continental, Madeira e Açores.
Relevo e tipo de fundo, marés e as profundidades de cada local.
Na rocha
A previsão é o plano. A decisão é na rocha.
Os modelos definem a janela. Mas entrar ou não vê-se só à beira de água: conta as séries, observa a rebentação na entrada. Na dúvida, não entras.
Pontos de entrada
Por onde entrar dos rochedos.
Entradas reconhecidas, coloridas pelo dia de hoje. A cor é o estado do mar no ponto, não uma garantia: a rebentação e a entrada escorregadia decides no local.
Com três metros e meio de amplitude em marés vivas a corrente acelera ao dobrar a ponta e inverte a cada maré; o confortável é entrar perto da estofa. Na preia-mar as lajes de entrada ficam lavadas pelo ressaco e na baixa-mar há mais pedra escorregadia a descer até à água.
abrigo
Socastro é um dedo de rocha metido em mar aberto: entre a ponta e o oceano não há nada que trave o sector 310°–40°, e o NNW de 335° varre-o por inteiro. Só se salva o flanco de sotavento, o este com vento de oeste e o oeste com nordés, e mesmo assim a ondulação de fundo dobra a ponta.
condições
Como não há areia nem rio por perto, a água de Socastro clareia depressa: com dois dias de calma e vento fraco de sul veem-se oito ou dez metros sobre os veris. O que fecha o sítio não é o vento mas a ondulação de fundo de noroeste, que continua a rebentar nos canais dois ou três dias depois do temporal.
perigo
A subida de volta pelo passadiço, com equipamento molhado e várias centenas de degraus, cansa mais do que a caça: mede as forças antes de descer. Nos canais da ponta há ressaco forte e não há saída cómoda se o mar crescer, por isso nunca vás sozinho. À noite é proibido e no verão o acesso ao cabo pode exigir reserva.
acesso
Estaciona-se em cima, em O Vicedo, onde arranca o passadiço de madeira, e desce-se a pé até ao istmo do cabo. Os últimos metros até à água são pedra partida e escorregadia: entra só com menos de um metro de mar e identifica a laje de saída antes, porque de dentro parecem todas iguais.
Cabo rochoso de O Vicedo; veris profundos com mero e congro, muito exposto à ondulação de NW.
Entre a ilha e o continente a maré corre a sério: com quase três metros e meio de amplitude em vivas o canal vira um rio e arrasta sem avisar. Planeia a estofa e volta ao barco antes de a corrente se estabelecer; em marés mortas, com menos de dois metros, é bem mais manejável.
abrigo
A ilha parte o mar na boca da ria: as faces oeste e norte recebem o sector 310°–40° sem nada à frente, enquanto o lado sudeste, virado a terra, faz sombra e aí trabalha-se com NNW moderado. Com vento de sul o abrigo inverte-se e o bom passa para o lado de fora.
condições
A água à volta de Coelleira é oceânica e clara: numa aberta estável veem-se oito a doze metros sobre a rocha, bem mais do que dentro da ria. O que a suja é a saída da ria do Barqueiro depois de dias de chuva, e isso afeta sobretudo o canal interior entre a ilha e a terra.
perigo
Não há costa amiga: chega-se de barco, não existe saída a pé e a corrente do canal é o risco principal. O Anexo VI da Ordem de 2009 fecha linhas de rias que não estão desenhadas no mapa, por isso verifica a desta boca antes de sair. Mantém 300 metros de qualquer embarcação a trabalhar.
acesso
Sai-se de barco de O Barqueiro ou de O Vicedo; não há acesso a pé nem desembarque cómodo na ilha. Fundeia ao abrigo do lado de terra, entra na água a partir do barco com a boia montada e não te afastes do casco mais do que consigas nadar contra a corrente do canal.
Ilhéu na foz da ria; fundos rochosos, acesso para avançados e muito sensível ao NW.
Nas marés vivas mexem-se aqui uns três metros e meio e nas mortas nem dois. Na baixa-mar as lajes da ponta este ficam a descoberto e o nado até ao rochedo alonga-se bastante; na enchente entra água de fora, mais limpa, e a entrada pela pedra deixa de ser incómoda.
abrigo
Area olha quase a norte franco (355°), por isso tudo o que entra entre os 310° e os 40°, de noroeste a nordeste, chega sem filtro; o pior rumo é o NNW de 335°. Com vento de sul ou sudeste a praia fica a sotavento do monte e a água alisa em duas horas.
condições
Com dois ou três dias seguidos de mar liso a areia assenta e entre as lajes das pontas veem-se quatro a oito metros. Basta uma marulhada de norte para estragar tudo numa tarde e deixar um ou dois; depois de chuva forte a água castanha do Landro tinge também o lado oeste de Area.
perigo
A rebentação de praia em Area é curta e bate seco, e na vazante a ressaca puxa para leste. No verão há banhistas e tráfego de barcos: boia sempre à vista, nunca a mais de 25 metros dela e 300 de qualquer embarcação a trabalhar. À noite é proibido e o abadejo não se leva de 1 de janeiro a 30 de abril.
acesso
Estaciona-se na berma da estrada que domina a praia e desce-se pelas rampas de betão até à areia. Dali caminha-se para a ponta este e entra-se pela laje plana a meia-maré; se essa pedra estiver a lavar, entra e sai pela areia mesmo que o nado seja bem maior.
Praia aberta a norte com rochedo nos extremos; entrada pelas rochas do lado este, sargo e bodião.
A amplitude de maré, quase três metros e meio em marés vivas, descobre na baixa-mar uma laje do lado este pela qual se entra praticamente seco. Na preia-mar essa laje desaparece e há que saltar de pedra mais alta; o fundo de areia mexe pouco, mas a linha de água muda de forma a cada ciclo.
abrigo
Xilloi é uma concha de areia com rocha dos dois lados e o cabo de Socastro a tapar por oeste; isso tira-lhe boa parte do noroeste, o pior rumo desta costa. O que entra limpo é o norte e o nordeste do sector 310°–40°, e então a onda rebenta de ponta a ponta do areal.
condições
Num fim de semana calmo veem-se três a seis metros sobre as pedras laterais, menos do que num cabo aberto porque a areia da concha demora a assentar. Qualquer marulhada deixa-a leitosa dois dias, e com chuva a água que desce pela ria do Barqueiro tira mais um metro de vista.
perigo
Xilloi é praia de banhos com nadador-salvador na época e crianças na beira: não dispares na direção do areal e mantém-te longe da zona balizada. Há tráfego de embarcações a entrar e sair para O Barqueiro. Boia obrigatória e a menos de vinte e cinco metros; à noite é proibido em toda a Espanha.
acesso
Há estacionamento por cima da praia e escadas até à areia; caminha-se para a ponta oeste e entra-se pelo canto de pedra, quase sempre o mais resguardado. Se o norte meter onda, a saída boa é pelo meio da concha, nadando com a rebentação e sem tentar trepar às pedras.
Enseada com rocha dos dois lados; abrigo parcial do NW, boa com mar tendido.
A SOLO é o maior risco: debaixo de água pode perder-se a consciência por falta de oxigénio, em silêncio e fatalmente, sem ninguém por perto. A solo nunca é verdadeiramente «seguro». Abaixo ficam as melhores janelas pelo tempo; leva a boia, avisa alguém do plano e da hora de saída, e qualquer dúvida — não vás.
Tamanhos mínimos por caladero (na tabela abaixo). A época depende da espécie e do local.
Na época agora
robalo
Dicentrarchus labrax · Cantábrico e Noroeste · RD 347/2011 art. 4 bis
dourada
Sparus aurata · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
salema
Sarpa salpa · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
⚠️ NÃO comer cabeça/vísceras (ictiossarcotoxismo).
boga-do-mar
Boops boops · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
choupa
Spondyliosoma cantharus · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
tainha
Mugil / Chelon spp. · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
pargo-legítimo
Pagrus pagrus · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
salmonete
Mullus surmuletus · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
polvo
Octopus vulgaris · Cantábrico e Noroeste · 1 kg
Talla por PESO: mín. 1 kg (RD 560/1995, todos los anexos). No coger hembras con huevos.
congro / safio
Conger conger · Cantábrico e Noroeste · RD 560/1995 Anexo I
juliana / badejo
Pollachius pollachius · Cantábrico e Noroeste · veda 1 jan–30 abr
Talla operativa 42 cm; máx. 2 ejemplares/día (medida recreativa anual de la UE, Reg. 2025/202). ⚠️ Atlântico: VEDA recreativa 1 jan–30 abr (captura-e-solta).
Lei
✓Licença de pesca submarina obrigatória; é a COMUNIDADE AUTÓNOMA que a emite (não o Estado) e vale nas águas exteriores de todo o litoral. Só em apneia — escafandro/scuba proibido (, art. 3).
✓As capturas da caça submarina não podem ser vendidas nem comercializadas — é pesca não comercial ().
✓Noite proibida: caça submarina só de dia (do ocaso ao nascer do sol é proibido) — , art. 16.d.
✓Boia de sinalização OBRIGATÓRIA: marca a tua posição com uma boia bem visível e não te afastes mais de 25 m dela — , art. 15.
✓Proibido ter a espingarda (arpão) carregada fora de água — , art. 16.a.
✓Mantém-te a pelo menos 300 m das embarcações de pesca profissional a faenar — , art. 12.b.
✓O diploma estatal (, art. 16) proíbe ao caçador submarino: espingarda carregada fora de água; pontas explosivas/eléctricas e focos (lanterna de mão permitida); veículos subaquáticos; noite — do ocaso ao orto. Mais o art. 12 b), d), e): 300 m de embarcações profissionais, atrair com luz, venenos/explosivos. A proibição numa reserva, porto ou praia concretos vem do SEU próprio acto (portaria da reserva, regras da comunidade autónoma, autoridade portuária) — vê as zonas no mapa e as regras da tua comunidade.
✓Tamanhos mín. por ( + + UE 2019/1241): robalo 42 cm (rec.) / 36 cm / 25 cm Mediterrâneo / 22 cm Canárias; dourada 20 cm e sargo 23 cm no Mediterrâneo (UE 2019/1241); mero 45 cm. Vê a ficha de espécies da tua zona.
✓Só podem capturar-se as espécies do do ; proibido reter, desembarcar ou transportar exemplares abaixo do tamanho.
Protocolo de segurança
Sets: observa as séries de ondas ≥15 min antes de entrar; Hmax ≈ 2×Hs, a rebentação pode espraiar-se 50 m além da linha de espuma. Um lull >10 min com período >12 s = um set grande «em atraso», NÃO entres; entra logo após passar um set completo e reavalia ao minuto 30.
Saída PRIMEIRO: identifica a saída E uma alternativa antes de entrar. Numa costa rochosa/de blocos um aumento de 0,5 m na ondulação pode tornar a saída impossível — ficar encurralado/sem saída é o principal assassino.
Corrente de cabo: em pontas salientes há muitas vezes uma corrente de retorno topográfica permanente, independentemente do modelo — localiza-a, entra/sai pelo lado a barlavento e nunca nades contra.
Frio: fato pela SST do chip; o primeiro arrepio = pico metabólico e queda da apneia → sai ao primeiro arrepio persistente. Limita a sessão a 45–60 min abaixo de 15 °C.
Disciplina a solo: boia içada; avisa alguém do local e da hora de saída; apneia conservadora (nunca forces em água fria/turva/com rebentação); visibilidade <3 m — não entres.
Vento da tarde: em muitas costas o vento reforça a partir do meio-dia — planeia sair da água por volta do meio-dia; o mar fica picado — sai.
UV 11:00–15:00 (iUV ≥6): protetor solar e cobertura no intervalo à superfície.
Solo é um risco fundamental (blackout hipóxico sem parceiro). Qualquer dúvida = não ir.
Perguntas frequentes — pesca submarina em Viveiro
Onde fazer pesca submarina em Viveiro?
Viveiro tem pontos de entrada da rocha como Praia de Area, Fuciño do Porco (Punta Socastro) e Praia de Xilloi. A ria de Viveiro abre quase a direito para norte, por isso um mar de NW a NE entra por ela adentro. Em baixo tens cada ponto (acesso, abrigo e perigos) e a previsão de hoje.
Qual é a melhor época em Viveiro?
Sobretudo o verão (junho–setembro), com vida marinha rica. Mas o upwelling e a nortada podem arrefecer e turvar a água de repente, e as marés atlânticas são grandes — conta com a maré e a corrente.
Que temperatura tem a água em Viveiro?
Fria: ~13–19 °C, com upwelling a baixar a temperatura no verão quando sopra a nortada. Conta com fato de 7 mm + capuz, luvas e botas grande parte do ano.
A pesca submarina em Viveiro é para principiantes?
Exigente: costa atlântica fria, com marés grandes que geram corrente e entradas de rocha. As rias oferecem recantos abrigados, mas ler a maré e a corrente é obrigatório — não é zona de estreia com mar de fora.
É preciso licença em Viveiro?
Sim — em Viveiro é preciso licença de pesca marítima de recreio (emitida pela comunidade autónoma); só em apneia (sem garrafa), com boia de sinalização e sem pesca noturna. Vê o guia.
✓Para a licença exige-se atestado médico de aptidão para apneia e seguro de RC (ou licença federativa, que o inclui). Obrigatório no País Basco/Múrcia/Astúrias/Galiza; a federativa cobre-o na Galiza/Baleares/Cantábria; Canárias e Andaluzia NÃO o exigem para a licença individual (declaração responsável de saúde). Idade mínima geralmente 16 anos (14 na Andaluzia).
✓Não há limite nacional fixo de captura (, art. 5 delega-o nas comunidades); o padrão é 5 kg/pessoa/dia, podendo 1 exemplar não computar (Canárias — Decreto 182/2004, art. 38.3; Múrcia; Galiza; País Basco). Para espécies protegidas há cotas por peças.
✓Só é permitido o arpão — manual ou impulsionado por meios mecânicos, com uma ou várias pontas (, art. 14.1). É proibido levar a bordo, ao mesmo tempo, instrumentos de caça submarina e equipamento de respiração em imersão (art. 14.2) — é infracção por si só, mesmo que tenhas mergulhado em apneia.
✓Espanha não é uma jurisdição só. A licença é emitida pela comunidade autónoma do litoral, e cumprem-se as normas da administração em cuja costa se está na água: «debiendo cumplir la normativa establecida por la administración en cuyo litoral se realice la actividad» (, art. 13). As águas interiores — dentro das linhas de base rectas: baías, enseadas, rías, toda a faixa costeira — são competência da comunidade; as exteriores, do Estado. Por isso a idade, os dias da semana, as distâncias e os limites procuram-se no acto da tua comunidade, não no estatal.
✓Galiza: licença «Clase C» (submarina), procedimento PE405A no portal da Xunta; mínimo 16 anos, atestado médico obrigatório. A Galiza reconhece licenças submarinas de outras comunidades e da UE. sede.xunta.gal (PE405A).
✓Zona proibida: Parque Nacional das Ilhas Atlânticas (Cíes, Ons, Sálvora, Cortegada) — caça submarina proibida (ver zonas no mapa).
✓A Galiza é a única comunidade que fecha os dias úteis: a caça submarina só é permitida aos sábados, domingos e feriados estatais ou autonómicos, e de Quinta-Feira Santa a Domingo de Páscoa e de 1 de Maio a 30 de Setembro, todos os dias (Orden 17.09.2009, art. 13.2). Só de dia, do orto ao ocaso (art. 13.3). Limite: 5 kg por licença e dia, e 2 polvos por pescador e dia (art. 12.3). As zonas fechadas à caça submarina estão no (art. 11.2). Para a licença exigem-se atestado médico oficial de aptidão, seguro e licença de armas ou cartão federativo (art. 3.b).