Fontes:IPMA · boias · Copernicus · Sentinel-2 — confiança alta · dados 15:53
Fontes e confiança
Fontes
IPMA · boias NDBC e IH · Copernicus Marine · Sentinel-2
Método
motor de estado do mar spearo: consenso de 6 modelos + clareza por satélite (ZSD) + viés medido nas boias
Atualização
Relido a cada hora, por costa
Compilado pelo motor de estado do mar da spearo · Como funciona →
O veredicto sai de sete fatores da água e de bloqueios de segurança — não de dez separadores. Ir ou ficar.
Como calculamos esta nota
O nosso próprio modelo
Motor de previsão próprio — não é um widget de terceiros. Pesa estes fatores da água num único veredicto de ir ou ficar para esta costa; o mostrador de 0 a 10 é esse veredicto, mostrado como número.
01
Ondulação e memória da onda
Altura, período e direção da ondulação, mais o rasto das tempestades recentes — um temporal passado ainda turva a água, e o motor lembra-se.
02
Vento e rajadas
Velocidade e rajadas hora a hora — a velocidade do vento e o vento de mar picam a superfície e cortam a visibilidade.
03
Fase da maré
Hora e amplitude da maré, calibradas por costa — marés vivas fortes puxam o veredicto para a cautela.
04
Temperatura da água
Temperatura à superfície — água demasiado fria veta o veredicto verde.
05
Correntes e escoamento
Direção e deriva da corrente — arrasta-te e também empurra a água turva costeira para onde mergulhas.
06
Chuva e clareza do ar
A chuva turva a água junto à costa com o escoamento de terra, e o nevoeiro corta a visibilidade à superfície.
07
Forma da costa e exposição
Como a costa se abre à ondulação — uma enseada abrigada mantém a água limpa; um cabo exposto de frente leva penalização.
Bloqueios de segurança
Previsão de trovoada — vermelho imediato, sem exceções.
Aviso oficial (MeteoAlarm / IPMA) — amarelo, ou vermelho nos níveis mais altos.
Falta de dados de entrada — um possível verde é travado em amarelo em vez de exagerado.
Forte discordância entre os modelos de previsão — um dia verde é puxado para amarelo.
Horas de noite — onde a caça submarina noturna é proibida por lei a janela é vermelha à força; onde é legal (Austrália fora de NSW, Nova Zelândia, África do Sul) fica travada em amarelo, nunca verde.
Tudo se resume a uma nota de 0 a 10 e um veredicto: ir ou ficar.
É uma previsão, não uma garantia — o mar decide por último.
Onde entrar e onde procurar peixe
Pontos de entrada com coordenadas
Relevo do fundo — zonas promissoras
Este veredicto — no bolso. Abre a app e vê a janela da semana.
aponte a câmara
0 m
Superfície
Vento, ondulação e as janelas de swell — quando ir e as melhores horas.
spearo.app
calmoatualizado 15:53
Faro — a solo, dos rochedos
NO LIMITE
⛔ Proibido aqui
cuidado — sozinho, evita entrar pelas rochas; confirma no local · ondulação 1.0 m + período 6 s
onda 1 mvento 23, rajadas 36 km/hvisibilidade ~2 mjanela 15:00–21:00
hoje, melhor janela 18:00–21:00
peixe · Visibilidade 2 m · Água 19.1°C
confiança baixa · veredicto para o dia escolhido
Semana inteira — toca num dia. está a empurrar ondulação.
›
Risco a solo: leva uma boia · diz a alguém o teu plano e a hora de saída · na dúvida = não vais. Planeador por modelos, a decisão é no local.
Dia escolhido
Janelas, horas e tendências do dia.
O dia é escolhido em cima, no destaque. Aqui ficam as janelas do dia, o mapa hora a hora e as tendências. Toca numa janela para analisar as condições.
quarta-feira · hoje2026-09-09
07:08–19:48 · lua nova
▲ 01:00▼ 07:00▲ 13:00▼ 20:00 · 2.9 m
Horas (06→20)
06
09
12
15
18
Tendências do dia
Maré-0.29 m
Onda0.74 m
Vento14 km/h
Água19 °C
atividade dos peixes: nascer da lua 05:06 · média · lua no zénite 12:10 · alta · pôr da lua 18:57 · média · lua no nadir 00:00 · alta
Janela de condições15:00–18:00
cuidado — sozinho, evita entrar pelas rochas; confirma no local peixe ·
Hs 0.92 m · agitadoperíodo 7.2 svento 22→37surge 0.1viz 3 m
0.92 magitado · até ~1.84 · 270° de través
7.2 sondulação moderada
22→37rajadas 37 km/h
0.1rebentação fraca
0.25m/s
3 mondulação recente
19.2°C5 mm + touca
▼20:00maré a vazar
Atmosfera42 kmreferências à vista
baixafora dos picos lunares
vaga de vento acentuada — superfície irregular, cuidado na entrada
O que falta? Diz-nos o que gostarias de ver — novos pontos, espécies, dados ou funcionalidades. Lemos tudo.
A melhor janela — contigo. Previsão no bolso.
aponte a câmara
−10 m
A coluna de água
Visibilidade e o que a manda — clareamento pós-temporal, pluma do rio, temperatura e a termoclina.
O que é
Instrumento marítimo go / no-go para a caça a solo.
O spearo.app reúne vento, onda, período da ondulação, visibilidade, marés, temperatura da água e risco num só veredicto — ir ao ponto ou não. Calcula 7 dias à frente a partir de modelos marítimos abertos (Open-Meteo, IPMA), sem registo nem contas. Feito para a caça submarina a solo dos rochedos, onde qualquer erro custa caro.
Já disponível: 1391 locais em 205 zonas de costa — Portugal continental, Madeira e Açores.
Relevo e tipo de fundo, marés e as profundidades de cada local.
Na rocha
A previsão é o plano. A decisão é na rocha.
Os modelos definem a janela. Mas entrar ou não vê-se só à beira de água: conta as séries, observa a rebentação na entrada. Na dúvida, não entras.
Pontos de entrada
Por onde entrar dos rochedos.
Entradas reconhecidas, coloridas pelo dia de hoje. A cor é o estado do mar no ponto, não uma garantia: a rebentação e a entrada escorregadia decides no local.
Cabo de Santa Maria (ponta da Ilha da Barreta) — lado oceânicoCabo de Santa Maria
no limite
ondulação hoje de través
janela
Manhã cedo antes da brisa, verão a início de outono. Com cerca de 8 m é o mais fundo dos pontos de costa de Faro, por isso vale gastar nele um dia mesmo liso e não um dia duvidoso.
maré
Só estofa, e de preferência em marés mortas. O cabo fica mesmo ao lado da barra principal do sistema, a de Faro-Olhão, onde a vazante corre a ~0,8 m/s mesmo em marés mortas e os modelos dão mais de 3 m/s em marés vivas — o jato sai para o mar ao lado da ponta e por cima do delta de vazante.
abrigo
Sem abrigo — cabo baixo de areia, sem nada em cima, aberto de oeste a sul. É o ponto mais a sul de Portugal continental, por isso apanha a ondulação de O/SO que contorna a costa antes do resto do Sotavento.
condições
Pede um período estável: ondulação abaixo de ~0,5–1 m, vento fraco de manhã e estofa, tudo ao mesmo tempo. Areia mais correntes fortes: a visibilidade vai-se assim que há ondulação ou maré a correr. O levante fecha o sítio.
perigo
Primeiro as correntes: é uma ponta na extremidade de uma ilha-barreira ao lado da barra principal do sistema, com um delta de vazante que se desloca; apanhado na vazante, vais para fora. Nunca a solo, nunca em marés vivas e de preferência com barco de apoio. E sê honesto quanto ao estatuto: não há relatos diretos de caça submarina neste ponto, portanto estás a reconhecer geografia real e não a seguir a marca de alguém.
acesso
Barco para a Ilha Deserta a partir de Faro e depois uma caminhada longa pela ilha até ao cabo — sem estrada, sem infraestrutura, nada na própria ponta. De barco é o modo sensato, e permite ficar ao largo da ponta em vez de nadar 600–800 m. Se fores a pé, conta com o barco de regresso.
O ponto mais a sul de Portugal continental; correntes de maré fortes. Ponto a ~600–800 m ao largo, ~8 m. Sem relatos diretos de caça submarina — promissor, mas por confirmar.
Molhe Poente da Barra de Faro-Olhão (Ilha Deserta/Barreta) — lado oceânicoBarra de Faro-Olhão, Ilha Deserta
no limite
melhor candidato para hoje
ondulação hoje de través
janela
De manhã cedo, antes de a brisa entrar — no verão a manhã começa calma e o vento enche ao longo do dia. Verão a início de outono, água a 20–24 °C, a mais quente da costa portuguesa. A caça submarina é proibida em todo o país do pôr ao nascer do sol.
maré
Aqui este é o ponto crítico de segurança. A barra de Faro-Olhão tem o maior prisma de maré da Ria Formosa e é dominada pela vazante: em marés mortas a vazante corre a ~0,8 m/s contra ~0,4 m/s de enchente, e os modelos dão mais de 3 m/s em vazante de marés vivas. Mergulha na estofa ou na enchente, nunca numa vazante de marés vivas.
abrigo
Sem abrigo natural — costa de areia plana virada a SSO. O molhe é a única estrutura dura em quilómetros e dá algum resguardo com levante (vento de leste); de resto conta só o facto de esta costa ficar a sotavento do Cabo de São Vicente, o que deixa a ondulação atlântica muito menor do que na costa oeste.
condições
Mergulhável com ondulação de O/SO até ~1 m e terral fraco de N/NE de manhã. O levante fecha o sítio: vaga curta e dura e areia levantada do fundo. Areia mais corrente de maré significa que a água turva assim que há ondulação ou maré a correr — a janela limpa é a estofa num período de verão calmo.
perigo
Primeiro a corrente de vazante: sai da barra para o mar e por cima do delta de vazante, e quem é apanhado é levado para fora — só estofa ou enchente. Depois o tráfego: esta é a barra principal de Faro e Olhão, o canal trabalha sem parar, por isso fica na face exterior e leva boia com bandeira. Legal: o canal de navegação e toda a Ria Formosa estão fechados pela Portaria 560/90 — não avances pelo molhe para dentro.
acesso
A Ilha Deserta (Barreta) não tem estrada: barco a partir do cais da Porta Nova em Faro e depois a pé através da ilha até ao lado oceânico, ou de barco a partir de Faro ou Olhão. A ilha é desabitada tirando um restaurante — sem loja nem outra infraestrutura. Vê o horário do barco de regresso antes de entrar na água; não há outra forma de voltar.
Face exterior (SW) do molhe poente, ~250 m da cabeça, fora do canal da barra. Fundo ~5,5 m. Dentro da Ria Formosa e no canal a caça submarina é proibida (Portaria 560/90).
Praia de Faro (Península do Ancão) — zona de rebentaçãoPenínsula do Ancão
no limite
ondulação hoje de través
janela
De manhã cedo, antes da brisa e antes de a praia encher. Verão a início de outono pela temperatura da água, mas é exatamente aí que há mais gente — num dia cheio de agosto não há janela nenhuma.
maré
Só vale a pena o nado de saída na estofa, num período estável — é aí que há visibilidade. A barra do Ancão fica logo ali ao longo da península e, como todas as barras da Ria Formosa, é dominada pela vazante: em vazante de marés vivas não te deixes derivar para lá.
abrigo
Nenhum — frente oceânica aberta virada a SSO, na península do Ancão, areia pura sem estrutura nenhuma. Só o sotavento regional do Cabo de São Vicente segura a ondulação.
condições
Só numa manhã de verão lisa: ondulação abaixo de ~0,5 m e terral fraco. Não há estrutura que segure peixe e o fundo de areia turva assim que há ondulação ou maré a correr — não é ponto de objetivo, no máximo dá para reconhecer num dia calmo. O levante risca o troço todo.
perigo
Esta é a praia da cidade de Faro: com nadador-salvador e cheia no verão, banhistas por todo o lado — mantém 50 m de qualquer zona de banhos marcada e usa boia com bandeira. Depois, agueiros e rebentação de costa de areia na saída, e corrente de maré a correr ao longo da praia para a barra. Veredito honesto: é o ponto mais fraco de Faro — sem estrutura, cheio de gente e água que turva depressa.
acesso
É o único ponto de Faro a que se chega de carro: pela ponte a partir da estrada do aeroporto para a península do Ancão, e depois entra-se diretamente da praia. O ponto fica a ~500 m da linha de água — nado longo sobre areia sem nada. A aproximação do aeroporto passa mesmo por cima, por isso conta com barulho de aviões, não com sossego.
Frente oceânica da Praia de Faro, ~500 m da linha de água. Praia de areia sem estrutura — robalo na rebentação. ~4,7 m.
Praia do Farol / Ilha da Culatra — frente oceânicaIlha da Culatra, frente oceânica
no limite
ondulação hoje de través
janela
Manhã cedo antes da brisa, verão a início de outono. Robalo e sargo trabalham a rebentação, ou seja, o peixe está na espuma e não ao largo. Do pôr ao nascer do sol a caça é proibida em todo o país.
maré
Com maré mais cheia há água para trabalhar e a rebentação suaviza; na baixa-mar andas a rastejar. As barras de Faro-Olhão e da Armona ficam de cada lado desta ilha e ambas são dominadas pela vazante, por isso afasta-te das pontas da praia em vazante de marés vivas.
abrigo
Sem abrigo nenhum — frente oceânica aberta de uma ilha-barreira, areia corrida, virada a SSO. Nada aqui corta vento ou ondulação; se este troço fica plano é só por estar a sotavento do Cabo de São Vicente.
condições
É preciso ondulação abaixo de ~0,5 m: com 1,5 m de água, tudo o que for mais transforma a zona em espuma e areia em suspensão. A janela é uma manhã de terral fraco de N/NE; o levante mata isto de vez. Muito raso — é caça na rebentação, não em profundidade.
perigo
Primeiro a rebentação e a corrente paralela à costa — com 1,5 m de água até uma ondulação pequena te enrola na areia. As correntes de maré puxam com força para as barras nas duas pontas da ilha. Na época é praia balnear: mantém 50 m de qualquer zona de banhos marcada e usa boia com bandeira, e lembra que a ria atrás de ti é água proibida pela Portaria 560/90.
acesso
Barco de Faro ou de Olhão para o Farol ou para a Culatra, depois algumas centenas de metros a pé pela ilha até à praia oceânica. Na Culatra não há estrada nenhuma. Confirma o barco de regresso antes de entrar na água.
Frente oceânica (sul) da Ilha da Culatra, ~250 m da linha de água, para lá da rebentação. Robalo e sargo na rebentação. Fora da ria não se aplica a proibição da Ria Formosa. ~1,5 m.
Recife Artificial de Faro/AncãoRecife artificial ao largo do Ancão
no limite
ondulação hoje de través
janela
De manhã cedo, antes de a brisa entrar e enquanto a travessia ainda é confortável. Verão a início de outono: 20–24 °C, e o recrutamento de primavera/verão põe boga, carapau e pargos Pagellus sobre os módulos.
maré
Mergulha na estofa. Mesmo a 4 km sente-se a corrente que alimenta as barras da Ria Formosa, e a mais de 20 m não te podes dar ao luxo de lutar contra a água na subida.
abrigo
Nenhum — mar aberto a cerca de 4 km ao largo da barreira do Ancão, sem nada entre ti e a ondulação. A teu favor só o facto de esta costa ficar a sotavento do Cabo de São Vicente, que deixa a ondulação atlântica bem menor do que na costa oeste.
condições
É preciso um dia mesmo estável: ondulação abaixo de ~0,5 m e vento fraco, porque se mergulha de barco e não há costa para onde fugir. O levante torna a travessia penosa e revolve a água. Melhor visibilidade na estofa, num período de verão calmo.
perigo
Primeiro a profundidade: os grupos de recife estão a cerca de 20–22 m — mais fundo do que os ~18 m que a carta dá na posição publicada, e além do limite da apneia para a maioria. Só apneístas experientes, nunca a solo, e trata cada subida como risco de síncope. Estás a 4 km de qualquer costa e não há saída por terra, por isso um barco com alguém a bordo não é opcional. Junta corrente sobre o recife e um regresso longo se o vento levantar.
acesso
Só de barco, a cerca de 4 km ao largo da barreira do Ancão — não há entrada por terra nem nada a que se chegue a nado. Navega para a posição publicada 36°59.25'N 008°00.43'W. O sistema são 52 grupos de recife em cubos de betão espalhados por cerca de 12,2 km² de areia, fundeados por fases a partir de 2002, com os grupos referidos a cerca de 20–22 m. Deixa alguém no barco.
Posição de referência publicada do sistema de recifes artificiais de Faro/Ancão, ~4 km ao largo. O EMODnet dá aqui ~18 m, mas os grupos de recife são referidos a ~20–22 m — além do alcance da apneia para a maioria, só para experientes.
A SOLO é o maior risco: debaixo de água pode perder-se a consciência por falta de oxigénio, em silêncio e fatalmente, sem ninguém por perto. A solo nunca é verdadeiramente «seguro». Abaixo ficam as melhores janelas pelo tempo; leva a boia, avisa alguém do plano e da hora de saída, e qualquer dúvida — não vás.
Na época agora: Robalo, Sargo, Dourada, Salema, Polvo, Tainha
Na época agora
Robalo
<4 m · fim da vazante → início da enchente · amanhecer/anoitecer
Alvo principal. Foge da luz — escolhe janelas de madrugada/crepúsculo.
Sargo
1–5 m · enchente (entra no recife com a rebentação) · amanhecer
Alvo dominante de recife. A visibilidade conta mais que a hora do dia.
Dourada
1–4 m · enchente sobre areia/algas · amanhecer
Muito esquiva — espera estática à espreita.
Salema
0–2 m · — · dia
O alvo mais fácil 0–6 m. ⚠️ NÃO comer cabeça/vísceras (ictiossarcotoxismo).
Polvo
1–6 m · preia-mar · crepúsculo
Pico no outono. O covil reconhece-se pelo monte de conchas. Não tirar fêmeas com ovos. Peso mín. 750 g (DGRM).
Tainha
0–2 m · — · —
Extremamente cautelosa; a água turva ATRAPALHA. Oportunista, em enseadas calmas.
Santola
1–10 m · baixa-mar (plataforma de recife a descoberto) · manhã calma (≤2 na escala)
Carapaça ≥12 cm. Pico em julho–agosto. DEFESO 15.02–15.06. Limite 2 kg/dia.
Lei
🦀 aberta (época 16.06–14.02)
✓Licença de pesca submarina obrigatória, diária/mensal/anual (~€25/ano). Espingarda = licença obrigatória. (DL 246/2000, art. 12.º + 12.º-A; taxas na , .) Não há idade mínima para a licença, mas os menores de 16 anos estão dispensados dela quando pescam acompanhados por titular de licença (art. 12.º n.º 2 al. b).
✓Apanha manual de marisco SEM artes — sem licença; mas se houver espingarda no mergulho, é precisa licença de submarina (DL 246/2000, art. 12.º n.º 1; ).
✓Noite proibida: caça submarina só de dia (do pôr ao nascer do sol é proibido). Luz artificial como meio de busca/atração de peixe é proibida — lanterna apenas por segurança (, art. 8.º/3 + 3.º/5; DL 246/2000, art. 14.º n.º 1 d).
✓Boia de sinalização OBRIGATÓRIA na caça submarina: boia/flutuador com bandeira «Alfa» (vermelha/laranja/amarela, ≥8 L), a não mais de 30 m do praticante (, art. 4.º/2).
✓Limite diário da caça submarina: peixe + cefalópodes — 15 kg (excluindo o maior exemplar). Pesca lúdica geral à linha — 10 kg (, art. 12.º/1).
✓Invertebrados (incluindo ) — 2 kg/dia no total (, art. 12.º/2).
✓: carapaça mín. 12 cm; 15.02–15.06 — aplica-se também à apanha lúdica (, ; tabela de defesos da ).
✓Tamanhos mín.: robalo 36 cm, sargo 17 cm, dourada 19 cm, choupa 23 cm, corvina 42 cm; polvo 750 g ( + Reg. UE 2019/1241; tabela de tamanhos mínimos da ).
✓
Protocolo de segurança
Sets: observa as séries de ondas ≥15 min antes de entrar; Hmax ≈ 2×Hs, a rebentação pode espraiar-se 50 m além da linha de espuma. Um lull >10 min com período >12 s = um set grande «em atraso», NÃO entres; entra logo após passar um set completo e reavalia ao minuto 30.
Saída PRIMEIRO: identifica a saída E uma alternativa antes de entrar. No Cabo Raso/Arriba um aumento de 0,5 m na ondulação torna a saída pelos rochedos impossível — ficar encurralado/sem saída é o principal assassino aqui.
Corrente de cabo: no Cabo Raso há uma corrente de retorno topográfica permanente, independentemente do modelo — localiza-a, entra/sai pelo lado a barlavento e nunca nades contra.
Frio: fato pela SST do chip; o primeiro arrepio = pico metabólico e queda da apneia → sai ao primeiro arrepio persistente. Limita a sessão a 45–60 min abaixo de 15 °C.
Disciplina a solo: boia içada; avisa alguém do local e da hora de saída; apneia conservadora (nunca forces em água fria/turva/com rebentação); visibilidade <3 m — não entres.
Nortada (jun–set): o vento reforça a partir do meio-dia — estar fora de água por volta das ~11:00; o mar fica picado — sai.
UV 11:00–15:00 (iUV ≥6): protetor solar e cobertura no intervalo à superfície.
Solo é um risco fundamental (blackout hipóxico sem parceiro). Qualquer dúvida = não ir.
Perguntas frequentes — pesca submarina em Faro
Onde fazer pesca submarina em Faro?
Faro tem pontos de entrada da rocha como Molhe Poente da Barra de Faro-Olhão (Ilha Deserta/Barreta) — lado oceânico, Recife Artificial de Faro/Ancão e Praia do Farol / Ilha da Culatra — frente oceânica. Faro, no sotavento, é a costa de ilhas-barreira da Ria Formosa: areia, abrigo, pouca rocha e água estuarina de visibilidade modesta. Em baixo tens cada ponto (acesso, abrigo e perigos) e a previsão de hoje.
Qual é a melhor época em Faro?
A temporada mais longa do país: boa de maio a outubro e razoável nos meses de ombro. A costa sul é abrigada da ondulação dominante e tem a melhor visibilidade.
Que temperatura tem a água em Faro?
A mais quente do continente: ~16–23 °C no verão. Fato de 3 mm em pleno verão, 5 mm nos meses de ombro.
A pesca submarina em Faro é para principiantes?
A mais acessível do país: água quente, clara e abrigada, com mais dias bons — boa para ganhar horas de água em dias calmos. Mesmo assim, confirma a previsão e os perigos locais.
É preciso licença em Faro?
Sim — em Faro, como em todo o continente, é preciso licença de pesca lúdica (DGRM); só em apneia (sem garrafa), com boia de sinalização e sem pescar de noite. Vê o guia para os detalhes.
Garoupa/mero — totalmente protegido, não pode ser capturado (, art. 10.º + ).
✓Só em apneia: a caça submarina só pode ser exercida por praticante em apneia. Escafandro, rebreather e narguilé são proibidos; a força propulsora não pode ser detonante nem a gás comprimido (DL 246/2000, art. 9.º n.º 3 — o antigo art. 6.º foi revogado).
✓Não se pode vender a captura: expor para venda, colocar à venda ou vender espécimes capturados na pesca lúdica é proibido — destinam-se ao consumo do praticante, do seu agregado familiar ou a doação a instituições de beneficência, científicas ou museológicas (DL 246/2000, art. 7.º).
✓Espingarda carregada fora de água é contra-ordenação (DL 246/2000, art. 14.º n.º 2 f). No mesmo artigo: proibido pescar a distâncias inferiores às legalmente estabelecidas das orlas das praias concessionadas durante a época balnear (n.º 2 d) e em locais interditos por salubridade ou tráfego marítimo (n.º 2 e). Os metros concretos vêm da regulamentação e da capitania — confirma antes de sair.
✓Distâncias entre pessoas: de outro caçador submarino — no mínimo 20 m (, art. 6.º n.º 3), salvo acordo em contrário; a partir de embarcação — 50 m de outras embarcações, praticantes e artes caladas (art. 6.º n.º 2); qualquer embarcação tem de manter 50 m da tua boia de sinalização e de embarcações com bandeira Alfa (art. 7.º n.º 6). O número que circula, «30 m entre caçadores», está errado: 30 m é a distância à TUA boia.
✓O que podes levar para a água: as artes de CAPTURA na caça submarina são a espingarda, a faca de mariscar, o puxeiro e a arrelhada (, art. 3.º n.º 3). Não é uma proibição do restante equipamento: o art. 4.º n.º 1 permite expressamente equipamentos para protecção contra o frio, para melhorar a flutuabilidade, para protecção ou segurança e para transporte do produto da pesca, e quaisquer outros que não permitam a captura directa de exemplares. Isco e engodo na caça submarina são PROIBIDOS (art. 5.º n.º 3). É proibido transportar ou ter a bordo em simultâneo espingarda e aparelho auxiliar de respiração, e ainda trazer a espingarda em condições de disparo imediato fora de água ou em zonas onde a caça é proibida (art. 3.º n.º 6). Em qualquer embarcação de pesca lúdica, toda a tripulação de colete salva-vidas (art. 4.º n.º 3).
✓Onde a pesca lúdica é proibida de todo (, art. 8.º n.º 1): em áreas delimitadas de estaleiros de construção e reparação naval (sem excepção) e de estabelecimentos de aquicultura — nestes últimos, salvo quando formalmente autorizado pelo concessionário ou proprietário; nos estaleiros não há essa ressalva; a menos de 100 m da foz de qualquer descarga de esgoto assinalada; nas áreas de concessões balneares, na medida fixada pelo POOC; e noutras zonas interditas pela autoridade portuária ou marítima. Em especial para a caça submarina e a pesca embarcada (n.º 2) estão fechados os canais de navegação das barras de portos e de rios, os canais de acesso e os canais balizados. A regra dos «300 m da praia» NÃO existe no continente — esse número vem do diploma da Madeira; no continente a distância é fixada pelo POOC e pelo edital da capitania.
✓Rios fronteiriços Minho e Guadiana: nos troços internacionais a pesca submarina é PROIBIDA — acordos bilaterais Portugal-Espanha, art. 9.º n.º 3 (Minho, RAR 34/2023, em vigor desde 26-05-2023) e art. 6.º n.º 1 (Guadiana, RAR 173/2025, em vigor desde 07-12-2025), ambos «É proibida a pesca submarina». No Guadiana é ainda contraordenação grave (art. 19.º) e está fechada a faixa de 100 m contígua à Reserva Natural do Sapal de Castro Marim (art. 5.º). Troços: da confluência com o Trancoso/Chança até à linha de fecho da foz.
✓Nos restantes troços fluviais fronteiriços com Espanha (fora do TIRM e da zona sob jurisdição marítima do Guadiana) — Decreto 30/88, art. 6.º n.º 1: são proibidos arpões, francadas, tridentes e qualquer instrumento contundente para capturar peixe (al. e), bem como «a pesca ou caça subaquática» com luz artificial e a pesca nocturna (al. g).
⛔ Garoupa / mero (Epinephelus) — totalmente protegido, captura PROIBIDA.
⛔ Cavalos-marinhos (Hippocampus) — protegidos.
As regras mudam. Antes de sair, confirma com a DGRM / ICNF / Capitania e a tabela de defeso.